Visita a Igrejas, Capelas, Carvalhal de Valinhas e freguesias de Refojos e Reguenga. Início do roteiro na Igreja de S. Miguel do Couto (onde, segundo a tradição, foi baptizado este santo); segue-se depois para as capelas de Santa Luzia e do Senhor do Padrão (esta última próxima da estação arqueológica), e para a Basílica de Nossa Senhora da Assunção (onde se pode apreciar um bom panorama); depois o Carvalhal de Valinhas e a sua pequena capela, e no belo Vale do Leça, as freguesias de Refojos e de Reguenga, a primeira com os seus belos solares e a segunda conhecida pelo bailar de um dos mais genuínos ranchos folclóricos do país.
Pontos de Interesse

Basílica de Nossa Senhora da Assunção
Concebida pelo arquitecto Korrodi sob a inspiração românica-gótica com alguns laivos de neo-romantismo. De planta em cruz grega e soberba construção, faz lembrar as monumentais basílicas orientais. Encontrando-se localizada em lugar de ampla visibilidade no Monte Assunção, tutela daí a cidade de Santo Tirso.

Capela Senhor do Padrão
No Monte Padrão, existe uma pequena capela dedicada ao Senhor Jesus do Padrão.
Este edifício datado de 1738 é decorado com várias pinturas, tendo no tecto uma cobertura em madeira feita de caixotões cuidadosamente trabalhados.
Conserva uma imagem em granito policromado de Cristo Crucificado.
Reza a lenda que esta Capela marca o lugar onde esteve implantada a antiga Igreja e Mosteiro beneditino de Monte Padrão.

Igreja de S. Miguel do Couto
Na Idade Moderna o vínculo ao mosteiro da freguesia vizinha desfez-se e S. Miguel do Couto estabeleceu-se como paróquia independente. A sua Igreja é, no entanto, mais conhecida por igreja de S. Rosendo, uma vez que segundo conta a tradição, o santo terá nascido na vila de Salas, situada em S. Miguel do Couto, em 907.
Filho do Conde Guterre Árias que, no séc. X sucedeu ao Conde Hermenegildo Guterres no governo do Condado Portucalense, S. Rosendo ficou na memória como um activo defensor da fé e é recordado, todos os anos, na festa do primeiro Domingo de Março, quando a profissão sai à rua e se agita o arraial minhoto.
O Carvalhal de Valinhas
Onde se encontra um conjunto de centenários carvalhos, local classificado de interesse florestal.
Refojos de Riba D´Ave
 Casa Casal (em Refojos de Riba de Ave) |
 Igreja Matriz de Refojos
|
Pelo vale da Serra da Agrela estende-se Refojos de Riba D`Ave, freguesia essencialmente agrícola.
Foi na Idade Média, cabeça de julgado e concelho, cujo foral foi outorgado por D. Manuel. I. O antigo concelho compreendia um território composto de terras baixas e planas, férteis e óptimas para a agricultura.
A origem da freguesia estará num antigo mosteiro que existiria, como atesta a documentação.
São dignos de visita os seguintes locais: Igreja Matriz e a Casa Casal.
.jpg)
Reguenga
Integrada com as reformas administrativas do século XIX no concelho de Santo Tirso, a Reguenga é uma freguesia com vários atractivos naturais. Na área da serra da Agrela assiste a descida do rio Leça, junto do qual se construíram vários moinhos e serras hidráulicas, actividades pré-industriais que só neste século acabaram por perecer às mãos do progresso. A agricultura é o traço marcante da paisagem, o cultivo do milho e do vinho e em menor escala de vários cereais e a criação de gado. Localizada na encosta da Agrela esta freguesia confina com a de Refojos de Riba D'Ave e com o concelho de Paços de Ferreira.
Esta terra de origem regalenga, encontra-se referenciada pela primeira vez no Rol das Igrejas do Rei com o nome de Santa Maria da Quintana, que passou depois a chamar-se de Santa Maria da Reguenga, devido à terra ser propriedade da Coroa e os seus habitantes pagarem o foro à Casa Real. Nas Inquirições realizadas por D. Afonso III em 1258 é novamente referenciada a terra e confirmado o seu estatuto de reguengo. No século XVIII, D. Pedro II cede os direitos destas terras aos senhores donatários de Refojos, as famílias nobres dos Pereiras e dos Cirnes. São dignos de visita os seguintes locais: a Igreja Matriz e a Capela de Nossa Senhora das Dores.