"É de Cultura como instrumento para a felicidade, como arma para o civismo, como via para o entendimento dos povos que vos quero falar"

Literatura2

Lançamento do livro "Assim Escrevia Bento Kissama" de Carlos Taveira

Uma história angolana e portuguesa, da guerra e da destruição, mas também da construção de uma nova vida, de um novo país.

23 Mai 2019  |  18h30

El Corte Inglés de Lisboa
Av. António Augusto de Aguiar, 31 - Piso 6 . 1069-413 Lisboa

Apresentação pelo Professor Manuel Ennes Ferreira (ISEG- Universidade de Lisboa)

Sinopse
Angola torna-se independente, e Bento Kissama bate-se na guerra civil, combatendo o invasor sul-africano, a UNITA e a FNLA. Mas o novo poder depressa trilha os caminhos de corrupção e repressão – a alegria desaparece, e o desalento instala-se.

A morte de um amigo de infância leva-o a transpor fronteiras e a desaguar no mar algarvio. De garrafa de aguardente velhíssima em punho, vivendo de uma fortuna conseguida sem grande esforço, escrevinha as suas memórias entre delírios etílicos, turistas com cio e assombrações inexplicáveis. Mas um dia desaparece! Gilberto, jornalista ao serviço de uma editora, esquadrinha-lhe as memórias, deixadas em cadernos e cartas, e vai no seu encalço. Quem teria sido Bento Kissama? Onde estará?

Uma história angolana e portuguesa, entre os restos do império, da guerra e da destruição, mas também da construção de uma nova vida, de um novo país e da redenção depois da tormenta.

Autor
Carlos Taveira (Piri) veio ao mundo em 1953, numa quinta-feira de lua nova, numa praia do Atlântico Sul em Angola (Lobito), de pais também por lá nascidos. Ali cresceu e completou o liceu, ali o apanhou o conflito armado que levou à Dipanda, a independência, em 1975.

Dez anos depois, fugindo à guerra e a alguns percalços a que o conduziram certas vias de esquerda, migrou, com a família, dos trópicos para as neves de Montreal, em pleno Inverno canadiano. De Montreal a Otava, ganha a sua nova vida como consultor em informática para o governo federal canadiano.

Com o rolar dos anos (e das rotativas tipográficas), foi deixando na esteira da vida alguns romances e uma recolha poética. Utilizou as línguas de Camões e de Molière, interessando-se sobretudo por figuras lusófonas que marcaram a história do Canadá. Regressa à sua língua natal a bordo destas memórias.
Agenda
Ver mais eventos

Passatempos

Visitas
123,077,132