"É de Cultura como instrumento para a felicidade, como arma para o civismo, como via para o entendimento dos povos que vos quero falar"

Teatro

Menina Júlia, de Auguste Strindberg

August Strindberg cruza-se no caminho da Público Reservado, companhia que cultiva um idiossincrático teatro de repertório, com visitas recentes aos universos de Novarina, Handke, Lagarce ou Pirandello.

9 Fev a 19 Fev 2022

Teatro Carlos Alberto
Rua das Oliveiras, 43, 4050-449 Porto


Agora, e como resposta a um repto do TNSJ, dá a mão a Menina Júlia (1888), peça escrita em apenas duas semanas. Urgência que talvez se explique porque o verbo “amar” é aqui declinado como “febre entrecortada pelas síncopes do ódio”, nas palavras do dramaturgo sueco. Menina Júlia fala-nos de casas e de paredes que teimamos em colar às mulheres, de corpos à solta nas guerras do amor, de uma luta de classes que é indissociável da luta de sexos. Sonata intimista jogada num ringue social, dir-se-ia. Renata Portas olha para este tumulto e formula-lhe desejos: “Gostaria que esta encenação fosse como um baile iniciático: entre a ronda de Schnitzler e os miúdos de Larry Clark, que fosse uma ode à sensualidade, à beleza; e à queda livre, que enunciaram Artaud, Rimbaud, Van Gogh e todos os que se atreveram a ir ao abismo de si mesmos.”

Tradução: Augusto Sobral
Encenação: Renata Portas
Assistente Dramaturgista e Locução: Caio Gabriel
DJ em Palco: Redshoes (Filipa Varanga)
Desenho de Luz: Mário Bessa
Espaço Cénico: Leonie Kohut
Figurinos: Jordann Santos
Assistente de Encenação: Pedro Manana
Apoio ao Movimento: Isabel Ariel
Estagiária de Dramaturgia e Produção: Adriana Tironi
Comunicação: lina&nando
Fotografia de Cena: Gil Macedo
Interpretação: Ana Cris, Sílvia Santos, Pedro Damião
Produção: Susana Oliveira | Público Reservado

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