Animação Cultural
Setembro @ Teatro da Garagem | Teatro Taborda
Consulte aqui a programação do Teatro da Garagem referente ao mês de setembro de 2016.
1 Set a 30 Set 2016
TEATRO MUNICIPAL DE BRAGANÇA
Espetáculos// Public Presentations
9 SET 21h30 | 10 SET 15h00
Encenação de // Directed by Carlos J. Pessoa
A.L.I.C.E. foi o primeiro espetáculo do Ciclo Caminhadas Especulativas, no qual, à semelhança de projetos anteriores da Companhia como L.A. – Lost Angels’ Project to Kill Mankind, ou O Regresso de Ulisses trabalhamos com atores profissionais e não profissionais. Tendo sido apresentado no TeCA – Teatro Nacional São João e no CCB – Fábrica das Artes, este projeto chega agora ao Teatro Municipal de Bragança e tem como ponto de partida não apenas a ideia de formação, mas sobretudo a ideia de experiencia estética alargada a um conjunto de pessoas com vivências e interesses distintos, a partir da leitura de Alice noPaís das Maravilhas e Alice do Outro Lado do Espelho, de Lewis Carroll. A Viagem de Alice, como a Vida, é uma aventura física e metafísica. O Teatro, como fórum de debate e lugar de reconhecimento, através da criação e da literacia, talvez contribua para uma sociedade de homens e mulheres, livres, mais fraterna e justa. Arte, Liberdade, Identidade, Coragem, Engenho – A.L.I.C.E.
Maria João Vicente
FICHA ARTÍSTICA E TÉCNICA
Autoria, Encenação e Conceção Carlos J. Pessoa Textos Lewis Carroll Dramaturgia Maria João Vicente Assistência de Encenação Nuno Nolasco Interpretação Ana Palma, Beatriz Godinho, Duarte Soares, Maria João Vicente, Nuno Nolasco, Nuno Pinheiro, Vicente Wallenstein Participantes da Oficina de Teatro do Teatro Municipal de Bragança André Roque, Adriana Alves, Alexandra Vaz, Ana Queijo, Clara Dias, Cláudia Martins, Henrique Moreno, Inês Fonseca, José Alberto Alves, Leonor Pinelo, Mariana Pires, Mário Vaz, Marta Genésio, Nuno Castro e Sofia Caldeira Cenografia e Figurinos Sérgio Loureiro Desenho de Luz Nuno Samora Música, Desenho e Operação de Som Daniel Cervantes Vídeo Nuno Nolasco Direção de Produção Maria João Vicente Produção e Comunicação Carolina Mano Co-produção Teatro da Garagem, Teatro Nacional São João, CCB/Fábrica das Artes e Teatro Municipal de Bragança
SHANGHAI THEATRE ACADEMY
14 SET 19h00 | 15 SET 14h00
DUAN JUN THEATRE (SHANGHAI, CHINA)
Encenação de // Directed by Carlos J. Pessoa
Hamlet do Teatro da Garagem foi selecionado para participar no 2016 Festival of William Shakespeare, co-produzido pelo International Theatre Institute (ITI), pela Shanghai Theatre Academy (STA) e pela Chinese Dramatists Society, que decorrerá de 11 a 16 de setembro em Xangai.
respira!
as you know, o copo não seria copo sem o vazio do copo
o sopro da vida.
e da morte — esse território de transtorno.
have mercy my friend...
inspirar e expirar.
a crença, a fé. acreditar que...
vazio que me enches
anos passam, mais anos e se... se fosse hoje?
o reino da nossa predilecção foi-se com o desencanto
mas insistimos.
cobardia, esperança? (qual a diferença?)
vazio que me enches
quando o tempo acabar para cada um de nós, fica o ar, a sonoridade, o vagar, o vagar e o larvar.
same shit... shame sheet...
vazio que me enches.
resiste, à dor, à dor!
não param de cirandar clamores e reclamações em forma de verso,
uma imensa galeria de vozes defuntas num carnaval definitivo
azul cueca.
(Hamlet, tell my story, conta!!!)
vazio que me enches de tudo
torna-me no vazio de tudo
ok?
Carlos J Pessoa
FICHA TÉCNICA E ARTÍSTICA
Encenação, Conceção Plástica e Dramaturgia Carlos J. Pessoa Texto William Shakespeare Atores Ana Palma, Beatriz Godinho, Emanuel Arada, José Henrique Neto, Maria João Vicente, Miguel Mendes, Nuno Nolasco, Nuno Pinheiro Cenógrafo e Figurinista Sérgio Loureiro Música, Desenho e Operação de Som Daniel Cervantes Desenho e Operação de Luz Nuno Samora Direção de Produção Maria João Vicente Produção e Comunicação Carolina Mano Fotografias e Vídeo Promocional Mariana Guarda & Miguel Cravo Com o apoio de Shanghai Theatre Academy, Fundo de Fomento Cultural (FFC)
RIO DE JANEIRO
22 SET 19h30 | 23 SET 19h30
TEATRO SESI CENTRO (RIO DE JANEIRO)
24 SET 20h00 | 25 SET 20h00
OI FUTURO FLAMENGO (RIO DE JANEIRO)
Encenação de // Directed by Carlos J. Pessoa
A vida como ela é é um espetáculo construído a partir do universo das crónicas que Nelson Rodrigues escreveu diariamente, durante cerca de dez anos, para o jornal Última Hora. Através do retrato do quotidiano das relações entre casais no Brasil dos anos 50, Nelson Rodrigues traça um quadro implacável sobre as relações humanas no que de mais íntimo e também transgressor as caracteriza. Nestas histórias do quotidiano o autor brasileiro pretende, tal como Tchékhov, descrever “a vida tal como ela é na realidade” e, como o autor russo, mostrar nas suas obras o drama da própria vida. A vida como ela é, expressão “roubada” a Tchékhov não pretende julgar o comportamento humano, mas sim fazer-nos olhar para nós próprios, nas nossas misérias e grandezas com ironia e um certo humor negro. Na cena dois atores, utilizando meios técnicos simples e numa grande proximidade com o público, conduzirão os espectadores através de narrativas curtas e momentos singulares pungentes que demonstram a importância das coisas não importantes e a fluidez contraditória da vida humana. O casamento, o amor, o desejo e, quase sempre o adultério, percorrem estes retratos da vida comum nos quais, paradoxalmente, ainda nos conseguimos reconhecer.
Maria João Vicente
FICHA TÉCNICA E ARTÍSTICAEncenação Carlos J. Pessoa Dramaturgia Carlos J. Pessoa e Maria João Vicente Textos de Nelson Rodrigues Interpretação Nuno Nolasco e Nuno Pinheiro Cenografia e Figurinos Sérgio Loureiro Música Daniel Cervantes Desenho de Luz Nuno Samora Direção de Produção Maria João Vicente Produção e Comunicação Carolina Mano Fotografia e Vídeo Mariana Guarda e Miguel Cravo Apoios Talu Produções | FESTLIP
CONGRATULATIONS, IT'S A BOY! AGAIN.
“Congratulations, it's a boy! Again.” é uma série de desenhos acerca de uma série de desenhos, um conjunto de retratos verdadeiros acerca de realidades duvidosas. Estes retratos existem graças a mim e falam de si mesmos, não tem a menor pretensão de se concentrarem em questões de género, nem o título a de remeter para a extrema alegria e boa notícia que é o facto de ser mais um, outra vez, outro boy. “Boy”, que significa rapaz ou menino, que se pronuncia “bóie” e não “boi” - embora alguns sejam grandes bestas, outros são umas belas princesas nascidas em rosas de Vénus. Uns são frágeis e delicados tanto ou mais quanto as princesas, outros são divas que é a versão feminina de mim mesmo. São guerreiros, loiros, ruivos, morenos, são monstruosos, têm olhos de Bambi - Quatro olhos de Bambi! - usam perucas, colares de pérolas e camisas divertidas. Partilham todos a mesma mãe, a nossa mãe. São filhos da vigésima primeira arcana, são filhos do mundo.
Thomas Mendonça

