Colóquios, Conferências e Debates
À Conversa com… Rita Serrão
A Câmara Municipal de Loures convida para a conversa sobre Maria de Lourdes Castro - Design para a Indústria Cerâmica, que se realiza no próximo dia 25 de março.
25 Mar 2017 | 15h00
Esta Conversa com Rita Gomes Serrão, faz parte de um conjunto de conversas temáticas, que decorrerão no Museu de Cerâmica de Sacavém, durante o primeiro trimestre de 2017.
Maria de Lurdes Castro – Design para a Indústria Cerâmica
A chegada de Maria de Lourdes Castro (n.1934) à Fábrica de Loiça de Sacavém, na segunda metade da década de 1950, resulta de uma aposta na modernização do design e renovação da produção, procurando fazer face às exigências do mercado, segundo as tendências internacionais. Neste contexto, é criada uma nova linha de objetos, a chamada série Arte Nova, inteiramente concebida pela autora, entre 1955 e 1959, sendo os protótipos maioritariamente modelados pelo escultor José da Silva Pedro (1907-1981).
O tema MARIA DE LOURDES CASTRO | DESIGN PARA A INDÚSTRIA CERÂMICA analisa a série Arte Nova, abordando a genealogia, caraterísticas e consequências de uma produção inovadora, dominada por uma forte vertente escultórica e exploração dos vidrados, cujas peças ornamentais e utilitárias serão produzidas até à década de 1980.
Maria de Lourdes Castro concluiu, em 1954, o curso de pintura cerâmica da Escola de Artes Decorativas António Arroio, em Lisboa, onde foi aluna de Manuel Cargaleiro (n.1927). Ainda nesse ano é convidada a trabalhar na Fábrica de Cerâmica Viúva Lamego e no ano seguinte ingressa na Fábrica de Loiça de Sacavém, onde virá a ser responsável pela secção de cerâmica moderna. Entre 1959 e 1960 passa pelas Caldas da Rainha, trabalhando como pintora e modeladora na SECLA (Sociedade de Exportação e Cerâmica Lda). Seguidamente parte para Faenza, Itália, onde foi a primeira bolseira da Fundação Calouste Gulbenkian a receber formação no Instituto Statale d’Arte per la Ceramica Gaetano Ballardini, durante a primeira metade da década de 1960. Entre 1972 e 1973 volta a colaborar com a Fábrica de Loiça de Sacavém, mantendo contacto regular até 1982.
Rita Gomes Ferrão
Investigadora colaboradora do Instituto de História da Arte da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, da Universidade Nova de Lisboa, é doutoranda em história da arte contemporânea na mesma faculdade e licenciada em pintura pela Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa.
Como artista, participou em várias exposições nacionais e internacionais. Foi assistente de Françoise Schein, entre 1996 e 1999, e realizou projetos com as fábricas de cerâmica Viúva Lamego, em Lisboa, e Aleluia, em Aveiro.
Como investigadora, colaborou com Thierry Groensteen, em La Mercerie: une folie charentaise (Les Impressions Nouvelles, Bruxelas, 2013) e na coleção Design Português (Verso da História/Público, Lisboa, 2015).
Colaborou, ainda, com o Departamento de Documentário da RTP e participou na série DESIGN PT (RTP 2), dedicada à divulgação do design português.
É autora das monografias Hansi Staël: Cerâmica, modernidade e tradição (Objectismo, Lisboa, 2014) e Querubim Lapa: Primeira Obra cerâmica 1954-1974 (Objectismo, Lisboa, 2015), tendo sido curadora das exposições com os mesmos nomes.
Foi curadora do núcleo Usar e Não Deitar Fora, da exposição Desejo, Tensão, Transição – Percursos do Design Português, na ExperimentaDesign 2015. É autora de vários artigos, comunicações e publicações sobre design, cinema e arte contemporânea.
Foi responsável pela curadoria e textos de reflexão crítica da coleção Quem Vê Capas, Vê Corações (A Bela e o Monstro Edições / Público, 2016), dedicada à divulgação das artes gráficas portuguesas.
Desenvolve investigação sobre a produção cerâmica do século XX em Portugal, editando a página online, Cerâmica Modernista em Portugal.


