Uma Peça | Um Museu
Máscara de Thotsakan
Um demónio de dez cabeças e vinte braços, rei de Lanka e adversário do herói Phra Ram, no épico Ramakien.
Uma peça do Museu do Oriente.
Thotsakan
Máscara
Tailândia, 1970
Cartão, madrepérola, vidro
64 (alt) x 25 (larg) x 28 (prof)
©Fundação Oriente
O Khon é um teatro clássico tailandês, dançado e mascarado, onde são representados episódios do Ramakien, a versão tailandesa do épico hindu, o Ramayana (a história de Rama).
Começou por ser um espetáculo de corte mas deslocou-se para fora do palácio e passou a ser representado em praças públicas, em templos, em festas religiosas ou em funerais. O Khon era unicamente representado por homens e apresentava uma coreografia acrobática com movimentos violentos. Mais tarde incorporou as danças gestuais de mulheres (lakhon nai) nos papéis femininos. As partes cantadas, descritivas e dialogadas, em prosa ritmada, são assumidas por narradores e por um coro. Com as máscaras colocadas os dançarinos não conseguem falar.
Nos bastidores da peça monta-se um altar, em frente do qual os dançarinos prestam homenagem a Rusi (ou Rici), mestre que criou o Khon, a Yak Phirap, mestre dos demónios, a Ngo, «o selvagem» que representa a população não tailandesa e a Ganesh, o deus indiano com cabeça de elefante, invocado no início das representações para dar sorte.

