Uma Peça | Um Museu
Boddhisattva Jizo
Esta estatueta representa uma divindade importante nas crenças populares japonesas, que junta as duas conceções do mundo: o boddhisattva Jizo (Kshitigarbha).
Uma peça do Museu do Oriente
Estatueta
Japão, 1980
Granito
22,5 (alt) x 23,5 (larg) x 7,9 (prof)
Museu do Oriente, 10J1
©Fundação Oriente
O budismo foi introduzido no Japão, em 552, vindo da Coreia, de onde trazia a crença na salvação individual para além da morte, sem o intuito de aniquilar a religião local. Desde então, as pessoas casam-se segundo o rito xintoísta, trocando uma taça de saquê, e são enterradas ou cremadas segundo o rito budista.
Esta estatueta representa uma divindade importante nas crenças populares japonesas, que junta as duas conceções do mundo: o boddhisattva Jizo (Kshitigarbha). Os boddhisattva são seres iluminados que fazem o voto de servir generosamente todos os seres vivos com bondade amorosa e compaixão para aliviar sua dor e sofrimento e levá-los ao caminho da iluminação.
Segundo o seu culto, Jizo foi incumbido por Shakyamuni, o buda histórico, de salvar as almas dos infernos. A sua estátua encontra-se por todo o lado, nos campos, por vezes vestida com uma capa e um boné, ou simplesmente esculpida em pedra. É muitas vezes retratado com os traços fisionómicos de uma criança, já que está encarregado, de proteger as almas dos infernos, particularmente a alma das crianças mortas em tenra idade.

