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Passeio por Castelo Branco

A cidade e o concelho de Castelo Branco estão a ganhar espaço próprio nos roteiros turísticos e constituirão, a breve prazo, um novo e aliciante destino de lazer e cultura.

Castelo Branco - Jardim do Paço Episcopal


PASSEIO POR CASTELO BRANCO
EU CONVIDO: ACOMPANHA-ME?
por Joaquim Morão, ex-Presidente da Câmara Municipal de Castelo Branco

A cidade e o Concelho de Castelo Branco estão a ganhar espaço próprio nos roteiros turísticos e constituirão, a breve prazo, um novo e aliciante destino de lazer e cultura.
Estrategicamente situada sobre o Vale do Tejo, Castelo Branco é uma porta de entrada dupla: a Norte a serrania, a Sul a planície alentejana.
E se, durante muito tempo, a cidade foi (quase) só isso - local de passagem -, Castelo Branco é hoje uma cidade que vale a pena descobrir e visitar detalhadamente, porque os locais e motivos de interesse são muitos e variados.
A começar pela própria cidade.
Fruto de um trabalho continuado, e já prolongado, de reabilitação urbana, o Centro Histórico de Castelo Branco ganha uma nova vida, tanto ao nível do espaço público como em consequência da criação de equipamentos culturais de inegável interesse, como é o caso do Museu Cargaleiro.

Museu Cargaleiro

A partir da Torre de Menagem do Castelo tem-se uma vista ímpar sobre a cidade e sobre uma vasta zona, que vai da Serra de Estrela a Monsanto da Beira e, em dias limpos, até à vizinha Espanha.
O Castelo é um excelente lugar para começar o passeio.
Depois da vista panorâmica sobre a cidade, será tempo para conhecer as ruas estreitas e pitorescas da Zona Histórica, onde se conservam belos solares e casas apalaçadas e não menos interessantes janelas e portados manuelinos.


Zona Histórica de Castelo Branco

No coração da cidade antiga, a Praça Camões ou Praça Velha, como é conhecida pelos albicastrenses, constitui um interessante e belo conjunto arquitetónico, situada a dois passos do Museu Cargaleiro.
Repartido por dois espaços contíguos, um Solar do Século XVIII e um edifício contemporâneo, o Museu Cargaleiro alberga e expõe pintura, cerâmica, azulejaria, tapeçaria e têxteis da autoria de Manuel Cargaleiro e de muitos outros artistas nacionais e internacionais, e é distinguido pelo prestigiado e conhecido Guia Michelin com uma estrela.
Ainda no limite da Zona Histórica, no Largo da Sé, próximo da Igreja da Sé e do Conservatório Regional de Música - dois outros locais de interesse e que justificam uma visita - o edifício dos antigos CTT foi completamente recuperado e transformou-se em Galeria Municipal e em sede da nova Oficina-Escola de Bordado de Castelo Branco, um projeto que visa a revitalização e revalorização do Bordado de Castelo Branco, expressão artística centenar que tem todas as condições para se afirmar, efetivamente, como um dos ex-libris da cidade.
A visita à Oficina-Escola de Bordado de Castelo Branco não dispensa, no entanto, a ida do visitante ao Museu Francisco Tavares Proença Júnior, onde pode observar uma importante coleção de arqueologia, de pintura relacionada com a história do Bispado, vários exemplos da utilização do bordado no vestuário e paramentos, para além de uma esclarecedora e pedagógica exposição sobre o Ciclo do Linho, uma das matérias primas, a par da seda natural, essenciais à produção do Bordado de Castelo Branco.

Museu Francisco Tavares Proença Júnior

Bordado de Castelo Branco que é exposto no Museu Tavares Proença Júnior, entidade que reúne a que será, seguramente, uma das mais importantes, se não a mais importante, coleção de Colchas de Bordado de Castelo Branco.
Uma visita a Castelo Branco não pode deixar de incluir uma visita ao Núcleo Etnográfico da Lousa, ao Museu do Canteiro, em Alcains, e ainda às capelas da Senhora de Mércoles e da Senhora da Piedade, de novo na cidade, bem como ao Centro de Interpretação do Tejo Internacional, um local que lhe dará uma primeira visão deste espaço natural e vai, com toda a certeza, aguçar o seu apetite para ir conhecer in loco as maravilhas que o Tejo tem para revelar.


Propositadamente, deixei para o fim o Jardim do Paço.
Classificado como Monumento Nacional - e localizado mesmo ao lado de outro elemento histórico e arquitetónico igualmente classificado como Monumento Nacional, o designado Cruzeiro de S. João -, o Jardim do Paço é de estilo Barroco, dedicado a S. João Batista, um espaço onde os canteiros de buxo, as estátuas de granito, os repuxos e jogos de água, se dispõem e sucedem num mundo criado por humanos, mas que evoca permanentemente outros mundos.



in "Museus, espaços de memória"
revista integrante da edição do Jornal do Fundão do dia 6 de dezembro de 2012
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