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A Economia Não-Oficial Urbana em Luanda (1960-1996)

Corrupção, gestão ruinosa da coisa pública, peculato, branqueamen­to de capitais. A economista Manuela Venâncio analisou os danos causados pela economia paralela em Angola ao longo de quatro décadas. 


Em 2014, Angola mergulhou numa crise económica, na qual perdeu a credibilidade dos mercados, viu o kwanza desvalorizar e quase faliu. Tudo isto após um processo de desenvolvimento social e económico, verificado fundamentalmente em Luanda. Que terá acontecido? Qual a razão deste revés?

Décadas de práticas de gestão danosa, causadas pela economia paralela, que trouxeram consequências nefastas para aquele país. É este o mote de Economia Não-Oficial Urbana em Luanda (1960-1996), um estudo levado a cabo pela economista Manuela Venâncio para esclarecer dúvidas demasiado antigas que insistem em não ver resposta. Quem é responsá­vel pela crise em Angola? E pela criação de uma mentalidade de desmoralização da vida pública? Quem aproveitou o banquete? Quem ficou com os restos?

As respostas estão à distância da leitura deste estudo, com o qual a autora, antiga técnica superior nos ministérios do Comércio e da Indústria em Angola, pretende dar um contributo para o desenvolvimento e sustentabilidade da economia angolana.

Sinopse
Em 2014, Angola entrou em crise profunda. Dependente do petróleo, perdeu as reservas internacionais e a credibilidade. A moeda desvalorizou-se, a banca afundou-se, o empresariado emergente sucumbiu, e o país quase entrou em falência. Tudo isto por consequência dos efeitos nefastos da economia subterrânea. Bloqueou o desenvolvimento da classe empresarial angolana, devido a corrupção, gestão ruinosa da coisa pública, peculato, branqueamento de capitais, entre outros crimes. Neste estudo, procura-se compreender melhor as dinâmicas sociais subjacentes à economia subterrânea. Quem lucra com ela? Quem a pratica? E porquê? Actualmente, assiste-se ao fim da impunidade, mas o debate deverá ser mais profundo. Quem é responsável por esta crise? E pela criação de uma mentalidade de desmoralização da vida pública? Quem aproveitou o banquete? Quem ficou com os restos? Para que Angola se desenvolva, muito terá de mudar. Este é o contributo de Manuela Venâncio para essa mudança. Dirigido aos jovens estudantes que queiram compreender e pesquisar os factores que contribuíram para esse momento da história angolana e, assim, exercer o seu elevado papel nos esforços de moralização da sociedade. 

Biografia da autora


Manuela Venâncio nasceu em Luanda em 1962. Licenciada em Economia pela Faculdade de Economia da Universidade Agostinho Neto em 1990; mestre em Desenvolvimento Social e Económico em África pelo ISCTE em 1997; e pós-graduada em Gestão pela Faculdade de Ciências Económicas e Empresariais da Universidade Católica Portuguesa em 2013. Fez ainda vários cursos avançados na área de gestão de empresas na Universidade Católica Portuguesa, Angola School of Management, Escola de Direcção e Negócios (Portugal) e Kellogg School of Management (EUA). Trabalhou em Angola, como técnica superior no Ministério do Comércio e no Ministério da Indústria, e em Portugal, como assessora financeira em várias empresas.

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