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Lisboa: Um palco improvável do Holocausto

Distante dos bombardeios e conflitos entre Aliados e potências do Eixo, a Lisboa dos anos 30 foi, para muitos judeus, uma promessa de fuga – via oceano Atlântico – ao genocídio perpetrado pelo regime de Hitler. Terá sido este um bom plano para as protagonistas de O Cais das Incertezas?


A Guerra e Paz começa o ano de 2019 com a publicação do mais recente romance histórico de José Alberto Salgado, autor de Uma História Quase Verdadeira.

Recuemos ao ano de 1937, em pleno reinado de terror de Hitler, tendo como cenário a improvável e distante cidade de Lisboa. Duas judias, Berta e Elisa Kullman, encontraram na cidade das sete colinas um abrigo para se refugiarem do Holocausto. O objectivo de mãe e filha seria aguardar a chegada do pai, Leo Kullmann, negociante de diamantes que ficara na Alemanha. À chegada do chefe de família, os Kullmann dariam o salto para o continente americano.

Acontece que as protagonistas, e os restantes milhares de refugiados, encontraram em Lisboa um ambiente muito mais hostil do que esperariam. Uma cidade repleta de espiões e estilhaços da guerra civil espanhola, que acabara de começar. Entre o frenesim vivido nas ruas da capital, a ausência prolongada de notícias de Leo faz a mulher e a filha temerem o pior.

A tensão aumenta ainda mais quando a Gestapo, polícia secreta do Estado alemão, e a PVDE, antecessora da PIDE, começam a procurar os diamantes dessa família em fuga. O cerco a Berta e Elisa aperta-se e os perigos estão por toda a parte.

Entre descrições da hostilidade vivida em Portugal e as atrocidades cometidas no campo de concentração de Buchenwald, o autor dá-nos conta de uma paixão proibida que irá lançar uma questão fracturante na trama: será o amor capaz de vencer o ódio?

Sinopse

Lisboa, 1937. A cidade é a porta de saída para muitos judeus perseguidos pelas garras de Hitler. Pelos hotéis, praças e esplanadas lisboetas, uma multidão acossada espera a passagem para a América e a liberdade. Berta e Elisa Kullmann são duas refugiadas entre milhares. Aguardam a chegada de Leo, pai e marido, negociante de diamantes, que ficou na Alemanha. Mas os dias, as semanas, os meses passam. De Leo nem sinal. Onde estará? O ambiente é hostil: Lisboa está infestada de espiões; em Espanha, a guerra civil rebenta; a Gestapo e a PVDE, antecessora da PIDE, procuram os diamantes dos Kullmann. Figuras sinistras preparam-se para atacar. Berta e Elisa, cercadas, não podem confiar em ninguém. Mas entre o Chiado e o campo de concentração de Buchenwald, passando pelos bares de alterne do Cais do Sodré, o inesperado acontece. Uma refugiada judia e um agente da PVDE descobrem o amor – vencerá ele o ódio? 

Biografia do autor


José Alberto Salgado nasceu em Joane, em 1947. Na sua vida profissional, exerceu cargos de responsabilidade na indústria petrolífera, em plataformas offshore e em centrais nucleares, um pouco por toda a Europa. O gosto pelo desenho começou muito cedo. Os seus tempos livres eram ocupados em trabalhos de desenho e pintura a óleo, tendo feito algumas exposições. Passou o exame nacional de Geometria Descritiva, ingressou na Faculdade de Belas-Artes da Universidade do Porto (FBAUL), mas não chegou a concluir o curso de Belas-Artes. Filho de pai jornalista, o gosto pela escrita chegou naturalmente. Em 2015, publicou o seu primeiro romance, Uma História Quase Verdadeira.

O Cais das Incertezas
José Alberto Salgado
Ficção / Romance
264 páginas · 15x23 · 17,00€

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