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"Pequenas Cadeiras Vermelhas", a obra prima de Edna O'Brien

Aclamada como uma das obras mais marcantes de Edna O'Brien, Pequenas Cadeiras Vermelhas assinala o regresso da escritora irlandesa ao romance. Um livro sobre a natureza do mal e o fascínio do homem pela crueldade, que reflete ao mesmo tempo sobre a redenção e a inevitável procura do amor. 


Um romance assombroso, que tem por base um acontecimento histórico que marcou a autora: o duro cerco de Sarajevo pelas tropas servo-bósnias. O título da obra foi precisamente inspirado no projeto artístico que marcou o 20.º aniversário sobre o início do cerco: "A linha vermelha de Sarajevo”. Ao longo de 800 metros da rua principal de Sarajevo foram colocadas 11.541 cadeiras, uma por cada vida perdida, 643 das quais mais pequenas em memória das crianças mortas. 

O livro: Numa fria noite de Inverno, Vlad Dragan, um enigmático estrangeiro oriundo dos Balcãs, refugia-se na aldeia de Cloonoila, na costa irlandesa. Assume-se como poeta e curandeiro, capaz de tratar doenças e problemas sexuais. A sua personalidade magnética conquista de imediato a pequena comunidade, em especial seduz Fidelma McBride, uma mulher apaixonada, que lhe implora pelo filho que não consegue ter com o marido. Contudo, a verdadeira identidade de Vlad não tardará a ser revelada, arrastando consigo consequências trágicas para o destino de Fidelma. 

Edna O'Brien nasceu em 1930, na pequena aldeia irlandesa de Tuamgraney, mudando-se depois para Dublin e, sucessivamente, para Londres onde deu início à sua carreira de escritora. A censura de que os seus livros foram alvo, chegando a sua venda a ser proibida, de resto à semelhança dos seus ilustres antecessores James Joyce e Frank O'Connor, não impediu que a autora alcançasse fama e reconhecimento. Foram-lhe atribuídos inúmeros prémios e distinções, incluindo o Irish PEN Lifetime Achievement Award for Literature, o American National Arts Gold Medal, a Ulysses Medal e o PEN/Nabokov Award for Achievement in International Literature.

«Uma invenção arrojada, situada na fronteira sangrenta onde mundos colidem: selvagem, terno e verdadeiro.» - John Banville

«Impressionante? Um romance notável? Uma experiência vital e fascinante.» - The New Yorker

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