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Taïs Reganelli faz releitura de canção icónica de Chico Buarque "Tanto Mar"

A cantora suíço-brasileira Taïs Reganelli lança o videoclip da canção “Tanto Mar”, do compositor Chico Buarque. A escolha da canção é uma forma de aproximar ainda mais Portugal e Brasil, com histórias parecidas de luta e resistência durante os períodos em que foram submetidos a regimes ditatoriais.


Taïs lança “Tanto Mar” após a bem sucedida estreia do single Vem (Além de Toda Solidão), dos Madredeus.

Versão une rock com elementos vocais sutis 
“Para regravar uma canção que já ficou marcada na sua versão original, é necessário descontrui-la”, para tanto, realizou-se um contraponto certeiro entre guitarras distorcidas e a voz suave de Taïs Reganelli, que lhe é peculiar.  A produção musical é assinada por Pablo Lapidusas.

O Videoclip 
Realizado por Juliana Frug, o videoclip apropria-se de uma profusão de cravos para celebrar um dos principais acontecimentos de Portugal, ocorrido em 25 de Abril de 1974“A ideia foi produzir um clipe conceitual, apenas com cravos e água (simbolizando o mar que separa os Continentes), interpretando assim toda a letra”, afirma Taïs.

Foram produzidas 3.000 fotografias que, sequencialmente, tornaram-se um vídeo em stop-motion, além de imagens da própria Taïs. “A cartela de cores foi pensada de acordo com as cores das bandeiras do Brasil e de Portugal com algumas pequenas variações de tons”, finaliza a realizadora.

Ditadura e lembranças da família no exílio 
Os motivos para escolher esta canção de Chico Buarque, que fala justamente sobre a revolução portuguesa, tem a ver com política, mas também um lado pessoal da sua família. O tema ditadura não é algo que se esquece dentro do seio familiar da cantora. O pai, o jornalista Wilson Roberto Reganelli, era colega de trabalho de Vladimir Herzog, que virou símbolo da luta pela liberdade no Brasil, por morrer no cárcere na época da ditadura, nos anos 1970, assassinado pelo regime militar, que tratou a morte como suicídio. “Por conta da situação difícil no Brasil, meu pai foi forçado a se autoexilar, levando a família para viver em Berna, na Suíça”, relembra Taïs.

E há também um facto curioso “Minha mãe nasceu no dia 25 de abril e meu pai sempre se lembrava da Revolução dos Cravos, mas nunca se lembrava de seu aniversário”, conta a cantora. 

SOBRE TAÏS REGANELLI 
Filha de pais brasileiros, Taïs Reganelli nasceu em Berna, na Suíça, em 1978, durante o exílio político de seu pai, o jornalista Wilson Roberto Reganelli — que foi embora do Brasil após a morte de seu companheiro de trabalho, o também jornalista Vladimir Herzog. A família viveu na Suíça 12 anos antes de voltar definitivamente ao país natal, em 1988.

Residindo em Campinas, no interior de São Paulo, Taïs Reganelli iniciou sua carreira ainda na adolescência, cantando em bares, teatros e espaços culturais da cidade, sempre acompanhada de seu irmão mais velho, o violonista Henrique Torres, com quem formou um duo por mais de 20 anos. Em 1999 voltou a morar na Europa. Dessa vez na Itália, onde realizou uma série de concertos ao lado do irmão.

Novamente no Brasil, a partir de 2001, consolidou-se como uma das intérpretes mais importantes de sua geração, conquistando um público cativo e dividindo o palco com grandes nomes da música popular brasileira. Ao longo desses anos fez tours em vários países da América Latina e da Europa, entre eles Nicarágua, Chile, França, Espanha, Bélgica, Holanda, Itália e Portugal. Lançou quatro álbuns de carreira, destacando-se Leve, de 2011, que ficou em 23º no Prémio da Música Brasileira, o mais importante de seu país. 

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