"É de Cultura como instrumento para a felicidade, como arma para o civismo, como via para o entendimento dos povos que vos quero falar"

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Novo clássico intemporal de John Steinbeck na coleção Dois Mundos

Obra originalmente publicada em 1957 é a única criação do autor de verdadeira sátira política. 


Ninguém sabe ao certo explicar o que levou ao fim do sonho da Revolução Francesa. Há quem diga que foi a questão do Mónaco. A verdade é que, descontentes com o presidente em funções, os partidos franceses no poder veem-se reunidos durante longos dias de discussão e acabam por votar unanimemente uma solução impensável: restaurar a monarquia. É assim que o astrónomo amador Pepino Arnulf Héristal, descendente de Carlos Magno, se vê coroado rei. No fundo, Pepino, Marie, a sua mulher, e Clotilde, a nova princesa, não entendem o que fazer enquanto família real, mas está tudo bem, pois os jogos de bastidores continuam a controlar o Governo.

«Não era e não é coisa inédita para um governo francês a queda por voto de confiança. Aquilo a que noutros países se chama "instabilidade", em França constitui uma espécie de estabilidade», comenta John Steinbeck com uma perspicácia intemporal.

Naquela que é a sua única obra de verdadeira sátira política, o autor convoca o seu lado mais mordaz para contar a história de O Breve Reinado de Pepino IV, originalmente publicada em 1957. Esta aventura lembrava ao mundo os valores republicanos que impulsionaram a democracia europeia: liberdade, igualdade e… oportunidade?!

>> Primeiras páginas

SOBRE O AUTOR

John Steinbeck
Nasceu em Salinas, Califórnia, em 1902, numa família modesta. Chegou a frequentar a Universidade de Stanford mas não concluiu nenhuma licenciatura. Em 1925, foi para Nova Iorque, onde tentou, sem sucesso, a carreira de escritor. Alcançou o êxito em 1935, com O Milagre de São Francisco, e também em 1937, Ratos e Homens. A sua ficção está marcada por uma imensa preocupação com os problemas dos trabalhadores rurais e enorme fascínio pela terra. Em 1939, publicaria aquela que é considerada a sua obra-prima, As Vinhas da Ira, que resultaria num filme oscarizado. Em 1940, recebeu o Prémio Pulitzer de Ficção. Destaque ainda para A Leste do Paraíso (1952), O Inverno do Nosso Descontentamento (1961) e Viagens com o Charley (1962), o relato de uma viagem de 3 meses por 40 estados norte-americanos. Recebeu o Prémio Nobel da Literatura em 1962. Faleceu em Nova Iorque, a 20 de dezembro de 1968. 

Tradução: José Carlos González
N.º de Páginas: 152
PVP: 15,50€
Coleção: Dois Mundos
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