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Concertos de abril na Música da Casa

Aqui estão as primeiras confirmações para a Música da Casa, o clube de melómanos que se organizou nesta Quarentena para promover concertos pagos. Durante esta fase, os concertos terão de ser via streaming.


Para poder assistir a todos os concertos da Música da Casa, poderão tornar-se membros através de  www.patreon.com/musicadacasa , com uma mensalidade a partir de 5€. 

Os "Patrons" (assim se chamam os aderentes desta plataforma) que escolhem o Plano "Major Tom" participam também na escolha das bandas, tornando assim a Música da Casa um projecto para verdadeiros melómanos.

Quem passa por Alcobaça não passa sem lá voltar... A não ser que já se seja de lá, e que se saiba que para além da adoração à arte da doçaria conventual, também vai perdurando a veneração por outra arte menos antiga, a de fazer rock n’ roll. Terá sido mais ou menos assim com Mr. Gallini, nascido em Pisões, e a quem os pais deram o nome Bruno Monteiro.

E que começou nesta vida rock enquanto baterista de outros irmãos da mesma região, os Stone Dead, com os quais já percorreu palcos por todo esse Portugal fora. Sem esquecer a casa-mãe mas procurando também encontrar o seu próprio espaço enquanto artista a solo, Gallini lançou já “Lovely Demos”, o seu álbum de estreia, em 2018, e apresenta agora o seu sucessor – que é, também, o segundo tomo de uma trilogia anteriormente anunciada. “The Organist” mostra o lado mais pop de Gallini, seguindo um método sempre rock (refrões, juventude, electricidade...), mas deixando espaço para que outras ferramentas mais eletrónicas (teclados, theremins e vocoders...) possam também respirar, num álbum que bebe tanto à brit-pop dos anos 90, como à space era dos anos 50, mas que soa vivaço e atual, sem cair nos pantanosos terrenos da mera nostalgia.

O charme de “The Organist” passa também por essa ideia de intemporalidade. É um disco do presente, a relembrar um passado onde tudo soava ao futuro e alimentava imaginações: carros voadores, robôs, colónias lunares, teletransporte. Faz, portanto, todo o sentido que o primeiro single desta nova aventura de Mr. Gallini seja precisamente 'The Future'. Um futuro que alimenta não só a chama que persiste dentro de cada um de nós, a mesma que nos faz criar sonhos e projetos para escapar à efemeridade, como também a do próprio músico que o pinta, revelando tanto a evolução sonora que teve ao longo do último ano, como também aquilo que poderemos vir a esperar dele quando esta trilogia conhecer o seu último capítulo.

Gallini é o homem de amanhã. E porque haveríamos de recear o amanhã?

Música da Casa é um movimento independente criado por fãs de música que se juntaram para promover concertos pagos.

Nesta altura de tanta incerteza, um grupo de amigos melómanos decidiu organizar-se com um único objectivo: juntar dinheiro para poder usufruir de concertos. Não que estivessem fartos de ver concertos à borla nas redes sociais, mas por acharem que essa situação não é sustentável para os músicos, nem valoriza a arte. E se os músicos não puderem/conseguirem sobreviver na sua profissão, são os fãs de música quem mais perde.

No fundo, juntar o útil ao agradável: os fãs terão acesso a concertos, e os músicos farão concertos pagos.

Nos tempos mais próximos, os concertos serão essencialmente online, em streaming, mas o seu objectivo é organizar concertos ao vivo, quando estiverem reunidas todas as condições legais e de saúde pública, segundo as normas de restrição provocadas pela pandemia COVID-19, que permitam a realização dos mesmos.

Foi criada uma página no Facebook e uma conta na Plataforma Patreon, com opção por 3 tipos de mensalidades. A inicial é de 5€ mais IVA e proporcionará, no mínimo entre 2 a 4 concertos online por mês. Quando os concertos forem ao vivo, a mensalidade garante também acesso a concertos. As outras mensalidades incluem alguns "benefícios" extra, como sendo t-shirts, discos, mais concertos, escolha das bandas, convívio com os músicos, etc.

Trata-se de uma iniciativa sem fins lucrativos e cujo nome remete para o facto de estarmos (quase) todos em Casa, num óbvio trocadilho com Casa da Música.

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