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De Gabriela Albergaria a John Coltrane, na temporada da Culturgest

Sonic Boom, Joana Gama, Marlene Monteiro Freitas, Christos Papadopoulos ou a companhia Rosas, de Anne Teresa de Keersmaeker, serão outros nomes em evidência no 2020/21 da instituição.

A Love Supreme, da companhia Rosas, será um dos momentos John Coltrane da programação Joana Gama


A temporada da Culturgest começa este ano um pouco mais cedo do que o habitual, a 25 de agosto, com o já anunciado IndieLisboa, mas esta sexta-feira foram comunicadas muitas outras novidades. O ponto de partida é assinalado a 17 de setembro, com o concerto de apresentação do álbum a solo do inglês Sonic Boom, membro fundador dos icónicos Spacemen 3, atualmente a viver em Sintra. O álbum All Things Being Equal foi lançado em junho, contendo canções que começaram a ser escritas em 2015, nas vésperas da sua mudança de Inglaterra para Portugal, e trazem-nos esperança e conforto, com músicas que são também uma viagem através do cosmos e de escapismo multicolorido, habituais nas suas produções.

Um dos principais destaques dos primeiros meses da nova temporada será a dança, com diversas estreias nacionais. É o caso da última criação de um dos nomes mais influentes do panorama coreográfico atual, Marlene Monteiro Freitas. A 24, 25 e 26 de setembro, chega Mal – Embriaguez Divina, uma coprodução da Culturgest e de instituições como a Münchner Kammerspiele, o Wiener Festwochen, o KunstenfestivaldesArts e a Ruhrtrienalen. Semanas mais tarde, a peça será apresentada no Teatro Municipal Rivoli, do Porto.

Também em estreia nacional, Ion, de Christos Papadopoulos, será apresentado nos dias 16 e 17 de outubro. No âmbito do Alkantara Festival, haverá dois espetáculos: Still Dance for Nothing, de Eszter Salamon com Vânia Doutel Vaz, a 13 de novembro, e História(s) do Teatro II, de Faustin Linyekula, nos dias 26 e 27 de novembro. Finalmente, a 12 e 13 de dezembro, Anne Teresa de Keersmaeker e a sua companhia Rosas regressam a Lisboa com a aguardada peça A Love Supreme, cocriação com Salva Sanchis, que tem como base o homónimo e aclamado álbum do músico de jazz, John Coltrane.

Além de se celebrar Coltrane com o espetáculo da Rosas, presta-se também homenagem ao músico com um concerto do saxofonista Ricardo Toscano e um septeto de músicos, a 18 de dezembro. Ainda no campo da música, destaque para Joana Gama, que subirá ao palco do Grande Auditório em dose dupla: a 9 de outubro, fá-lo-á a solo, para apresentar O Livro dos Sons (Das Buch der Klänge), de Hans Otte (1926-2007), que terá a sua estreia em Portugal; a 19 de novembro, virá acompanhada por Luís Fernandes, para apresentar o novo capítulo do trabalho desta dupla, Textures & Lines, desta vez acompanhados pelo Drumming – Grupo de Percussão e por Pedro Maia.

No campo das artes, com curadoria de Delfim Sardo, estará patente A Exposição Invisível – de 25 de setembro a 10 de janeiro –, que analisa o uso do som no contexto das artes visuais ao longo do século XX até desenvolvimentos mais recentes, incluindo obras de Kurt Schwitters, Marinetti, Joseph Beuys, Michael Snow ou Bruce Nauman. São instalações sonoras, bem como peças mais intimistas para serem ouvidas com auscultadores. Como complemento, haverá um conjunto de momentos singulares, através dos quais poderemos acompanhar propostas recentes dos portugueses Ricardo Jacinto (concerto-instalação Medusa Unit, na Garagem da Culturgest, a 29 de novembro) e Jonathan Uliel Saldanha (instalação áudio multicanal Swarming Decay, nas Carpintarias de São Lázaro, de 26 de novembro a 10 de janeiro), bem como testemunhar ao vivo a versão para concerto de A Man in a Room, Gambling, originalmente concebida por Gavin Bryars e Juan Muñoz, num concerto de Gavin Bryars com o Quarteto Lopes-Graça, no Grande Auditório, a 29 de outubro.

De 16 de outubro a 28 de fevereiro, e igualmente com curadoria de Delfim Sardo, será apresentada a primeira exposição antológica de Gabriela Albergaria – A Natureza Detesta Linhas, onde será percetível que nas suas esculturas, desenhos ou no trabalho que inclui a fotografia, a representação da natureza é sempre orientada por um olhar que revela os processos históricos e percetivos da aculturação do natural e da sua apropriação. De 18 de dezembro a 7 de março, a artista espanhola Alicia Kopf apresenta uma exposição com curadoria de Bruno Marchand – novo programador de artes visuais da Culturgest. Fora de portas, de 1 de novembro a 21 de fevereiro, com curadoria de Sérgio Mah e Gonçalo Barreiros como artista convidado, realiza-se a exposição O Pequeno Mundo, a partir da Coleção Caixa Geral de Depósitos, no Museu de Arte Contemporânea Nadir Afonso, em Chaves.

Na área das conferências e dos debates, destaque para dois momentos que serão apenas transmitidos através das redes sociais da Culturgest: a 7 de Outubro, conferência com a ativista, feminista, escritora e professora de Filosofia Política e Estudos Internacionais na Universidade de Hofstra, em Nova Iorque, Silvia Federici, sob o mote Mulheres, Caça às Bruxas e Acumulação de Capital; a 28 de outubro, António Bispo dos Santos, ativista político e militante de grande expressão no movimento social quilombola no Brasil e nos movimentos de luta pela terra, fala-nos de A Difícil Arte da Confluência. Destaque ainda para a BoCA Summer School 2020, que inclui uma conferência (17 de setembro) e um workshop (17-20 setembro) com Stefan Kaegi, um dos fundadores da companhia Rimini Protokoll. Haverá ainda, no âmbito desta “escola de Verão”, um workshop de cinema com os realizadores João Pedro Rodrigues e João Rui Guerra da Mata, nos dias 19 e 20 de setembro.


in Público | 24 de julho de 2020
Notícia no âmbito da parceria Centro Nacional de Cultura | Jornal Público

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