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Vamos visitar as gravuras de Foz Côa a nado? É a nova proposta do parque

As gravuras não sabem nadar, mas os visitantes que saibam podem aproveitar este novo passeio pela história e paisagem milenares do rio Côa.

Foto de Paulo Pimenta Foto de Paulo Pimenta Foto de Paulo Pimenta Foto de Paulo Pimenta Foto de Paulo Pimenta


Na campanha dos anos 1990 para salvar as gravuras rupestres de Foz Côa de serem afogadas pela barragem houve um slogan maior: “As gravuras não sabem nadar”, partindo de uma música dos Black Company, precisamente Nadar. As gravuras não sabem mas os visitantes que queiram dar umas braçadas podem fazê-lo numa nova modalidade de circuito pelas gravuras.

A Fundação Côa Parque propõe visitas a nado, nas águas do rio Côa, para uma redescoberta de um novo ângulo deste património com 30.000 anos.

O novo conceito de visitação da Arte do Côa é denominado “Águas Abertas” e trata-se, segundo o presidente da Fundação Côa Parque, Bruno Navarro, de um conceito que compreende a modalidade de prática efetiva de natação em águas abertas, de mares, rios, lagos albufeiras, entre outros locais com água e reduzida ou nenhuma delimitação física do espaço onde é praticada.

Bruno Navarro disse “que este novo programa vai realizar-se em locais onde já existem visitas às figuras rupestres em caiaque”, mas desta feita a nado “No fundo, estamos a falar no alargamento da oferta existente, com clara oportunidade de a potenciar, na medida em que cada atleta se faz acompanhar da sua família”, concretizou.

Os promotores desta iniciativa destacam “a ausência de espírito competitivo, onde o importante é levar as pessoas a conhecer o interior do nosso país e a sua cultura, num fusão fantástica com a prática de desporto”.

As limitações trazidas pela pandemia de covid-19, vêm potenciar um conjunto de oportunidades de realizar desporto ao ar livre, destaca.

“A inovação tem aqui um papel primordial na medida em que temos de ser capazes de trazer pessoas a locais onde habitualmente elas não se deslocariam”, garante o responsável pela Fundação que tem a seu cargo o Museu e o Parque Arqueológico do Vale do Côa.

“A ideia passa por procurar criar condições para que o evento se possa repetir mais vezes e com perspetiva de alargamento do espectro ao mercado internacional”, frisou o presidente da Fundação Côa Parque.

Um dos locais que podem ser visitados a nado é Sítio do Fariseu, onde foi encontrada a maior figura rupestre representativa de um auroque (boi selvagem), um local que se presume ter “um elevado potencial para a Arte do Côa”.


por Fugas e Lusa in Público | 11 de setembro de 2020
Notícia no âmbito da parceria Centro Nacional de Cultura | Jornal Público

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