"É de Cultura como instrumento para a felicidade, como arma para o civismo, como via para o entendimento dos povos que vos quero falar"

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"Contra mim" de Valter Hugo Mãe

A construção da memória de uma infância à procura da beleza e da palavra. Todas as vidas, afinal, são imitação de um romance. Imitam um livro. A partir de quinze anos de textos dispersos e apontamentos, Valter Hugo Mãe revisita os primeiros anos da sua vida.


Exercício de confronto com memórias distantes, como quem regressa a casa depois de prolongada ausência, esta obra é também uma procura das nossas grandes crianças, as que começámos por ser e que caducaram, partiram, tantas por ofensa, tantas apenas por esquecimento. Olhos nos olhos com a infância, o autor procura as memórias de África, das primeiras palavras, da escola e da vida em Paços de Ferreira, da descoberta da amizade e da poesia, da mudança para as Caxinas e da família.

Num ano introspectivo, em que todos nos vimos a medo e tantos padeceram ou não resistiram, convidados a uma heroicidade que passou muito por resistir à solidão, suportar nossas próprias consciências no bocadinho de nossas casas e famílias, acabou sendo perfeito regressar a estes fragmentos, exactamente como regressar a mim sem maior desejo do que aquele de encontrar a motivação mais antiga: a de que ainda haverá beleza.

Depois de ter publicado o romance Homens Imprudentemente Poéticos, em 2016, Valter Hugo Mãe regressa com o seu livro mais pessoal e intimista.

A pintura que ilustra a capa de Contra mim é assinada pelo artista plástico Agostinho Santos.

SOBRE O LIVRO
Contra mim
Estamos sempre à procura das nossas grandes crianças. Essas que começámos por ser e que se tornam paulatinamente inacessíveis, como irreais e até proibidas. Crianças que caducaram, partiram, tantas por ofensa, tantas apenas por esquecimento.

Na vida de alguns escritores tudo parece conspirar para a inevitabilidade da escrita. Cada detalhe, por mais errático ou disfarçado de desimportante, já é a construção do fascínio pelo texto, algo que se confunde com a sobrevivência, com toda a dificuldade e alegria.
Valter Hugo Mãe, num "ano introspectivo", como diz, regressa com a história da sua própria infância e a magia profunda de crescer fazendo das palavras alimento, companhia, lugar, espera ou bocados de Deus.
Este livro é uma criança às páginas. Um escritor em menino. 

Título: Contra mim
Autor: Valter Hugo Mãe
Páginas: 284
PVP: 16,60€

Ver primeiras páginas 

SOBRE O AUTOR
Valter Hugo Mãe

© Ana Esteves Brandão 

É um dos mais destacados autores portugueses da atualidade. A sua obra está traduzida em variadíssimas línguas, merecendo um prestigiado acolhimento em países como o Brasil, a Alemanha, a Espanha, a França ou a Croácia. Publicou sete romances: Homens imprudentemente poéticos; A desumanização; O filho de mil homens; a máquina de fazer espanhóis (Grande Prémio Portugal Telecom Melhor Livro do Ano e Prémio Portugal Telecom Melhor Romance do Ano); o apocalipse dos trabalhadores; o remorso de baltazar serapião (Prémio Literário José Saramago) e o nosso reino. Escreveu alguns livros para todas as idades, entre os quais: Contos de cães e maus lobos, O paraíso são os outros, As mais belas coisas do mundo e Serei sempre o teu abrigo. A sua poesia encontra-se reunida no volume publicação da mortalidade. Publica a crónica Autobiografia Imaginária, no Jornal de Letras, e Cidadania Impura, na Notícias Magazine. Coordena ainda a coleção de poesia elogio da sombra, publicada pela Porto Editora. 

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