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O circo reinventado pela pandemia chega à Alfândega do Porto

Atelier OCUBO aposta num projeto de arte imersiva, nos subterrâneos da Alfândega do Porto. "O Fabuloso Circo de Natal" vai estar em exibição até 10 de janeiro, com lotação máxima de 50 pessoas por sessão, num espaço com mil metros quadrados.

"O Fabuloso Circo de Natal", do atelier OCUBO, vai estar na Alfândega do Porto até 10 de janeiro. Foto: Atelier OCUBO


A partir desta quinta-feira, a Immersivus Gallery, nos subterrâneos da Alfândega do Porto recebem um circo "como o Porto nunca viu".

“Apesar da pandemia ou, sobretudo, por causa dela, o Natal precisa de palhaços, de acrobatas e ilusionistas”, diz à Renascença Nuno Maya, diretor criativo e cofundador do atelier OCUBO.

Através da projeção de hologramas e de imagens com recurso a tecnologia 3D, “vamos ter uma introdução com um grande alarido, como se o circo estivesse a chegar à cidade, com aquela energia especial que o Natal precisa e da qual, provavelmente este ano, vamos todos sentir muita falta”.

Quem se entrega à experiência é guiado por um GPS sonoro que conduz o público à tenda virtual.

A partir daí, “encontramos projeções a toda a volta nas paredes, no chão, com vários hologramas e podemos deambular durante os vários números de circo, observando diferentes ângulos, diferentes conteúdos e, dessa forma, descobrindo cada um dos números apresentados”, diz.

A oferta de números é vasta: há um Mágico, “que vai fazer rebolar os olhos com os seus truques”, uma Orquestra “que toca sempre desafinada” e um Palhaço “em permanente e patética interação com as performances dos restantes artistas”.

“Trata-se de colocar o público, literalmente, no centro da arena, ao contrário do que acontece no circo tradicional. O público é parte ativa da ação”, detalha Nuno Maya.

Seguindo as regras estipuladas pela Direção-Geral da Saúde, “O Fabuloso Circo de Natal” poderá ter até 50 pessoas em simultâneo a assistir ao espetáculo “que se vai desenrolar num espaço amplo com cerca de mil metros quadrados”, assegura o responsável.

Do mundo inteiro até ao Porto

O espetáculo vai ter números de circo e animais de todo o mundo, apesar de não haver animais, “eles estão representados nas máscaras dos malabaristas que usam fatos de Carnaval simbolizando a fauna típica de cada país”.

Para aguçar a curiosidade, Nuno Maya destaca “um número da Austrália, em que as personagens são seres humanos com cabeças de canguru, numa tentativa criar ligações culturais aos ícones de vários países, para que a experiência possa ser o mais rica possível em termos de conteúdo”.

Para o diretor criativo d’ OCUBO, a Alfândega do Porto tornou-se familiar.

“É um espaço que já conhecemos desde o Porto Legends, no ano passado. E, com a pandemia, abrimos uma nova programação no mesmo espaço com a Imersivus Gallery Porto que foi a primeira galeria de arte imersiva que criou um novo tipo de acesso cultural que não existia em Portugal”, diz.

Apesar das restrições impostas pelo quadro sanitário, “percebemos que o projeto era viável. Estamos muito limitados mas, mesmo assim, o feedback das pessoas foi incrível”.

Prova disso “é que as sessões de Impressive Monet e Brilliant Klimt estiveram várias vezes esgotadas e tivemos várias pessoas a pedir para continuar”, assegura Maya.

Depois do êxito do Porto, “Impressive Monet” e “Brilliant Klimt”, OCUBO vai inaugurar a primeira galeria de arte imersiva em Lisboa, “onde teremos o grande sucesso que já vinha do Porto, com Monet e Klimmt transformados num reservatório da Mãe D' Água das Amoreiras”, até 10 de janeiro.

Nuno Maya reconhece que a opção representa um risco, “porque nunca sabemos se, de hoje para amanhã, vão ser suspensos os eventos culturais, mas nós não parámos, temos estado sempre a apostar em novas ofertas, as pessoas continuam a querer ir a eventos culturais e isso é muito positivo, porque prova que a cultura é um pilar fundamental da nossa sociedade que não pode ser deixado de parte, mesmo no contexto grave de uma pandemia”.

Ao contrário do que aconteceu na Alfândega do Porto, as exibições imersivas de Monet e Klimt em Lisboa vão ter uma lotação limitada, “mas os lugares estão marcados com o devido distanciamento social, o que permite um total de 70 pessoas por sessão em volta do reservatório; depois, temos uns bilhetes especiais que permitem o acesso a uma plataforma flutuante mesmo no meio do reservatório onde poderemos ter 23 pessoas sentadas”, esclarece Nuno Maya.


por André Rodrigues in Renascença | 18 de novembro de 2020
Notícia no âmbito da parceria Centro Nacional de Cultura | Rádio Renascença

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