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Teatro Nacional de São Carlos com portugueses em destaque

A ópera Trilogia das Barcas, de Joly Braga Santos, a partir da obra de Gil Vicente, será o grande destaque de fevereiro. Já nesta quinta-feira tem lugar um recital para canto e piano com Sara Braga Simões e João Paulo Santos.

Foto de Miguel Manso


A programação de janeiro e fevereiro no Teatro Nacional de São Carlos (TNSC), em Lisboa, inicia-se na quinta-feira com um recital para canto e piano e tem uma forte presença de compositores portugueses, foi anunciado esta segunda-feira em comunicado. Dois dias depois do Concerto de Ano Novo, o TNSC destaca que “os primeiros dois meses do ano de 2021 são marcados pela forte presença de compositores portugueses nos programas de câmara, sinfónicos, coral-sinfónicos e na ópera — que regressa em fevereiro — com Trilogia das Barcas, de Joly Braga Santos”.

Na programação do primeiro bimestre de 2021, “o grande destaque” é a ópera Trilogia das Barcas, de Joly Braga Santos, a partir da obra de Gil Vicente. A ópera será apresentada dos dias 9 e 11 de fevereiro, “em versão de concerto, com um elenco português, Coro TNSC, Orquestra Sinfónica Portuguesa e direção musical de Joana Carneiro”. Esta ópera estreou-se em 1970 e esta será “a segunda vez que é apresentada em São Carlos”.

Embora o grande destaque esteja marcado para fevereiro, a programação do primeiro bimestre arranca na quinta-feira, com um recital para canto e piano, “por ocasião dos 150 anos do nascimento de Francisco de Lacerda [musicólogo e compositor], com Sara Braga Simões e João Paulo Santos”.

No dia 14, é apresentado Des Knaben Wunderhorn, de Mahler, com Ana Quintans e Luís Rodrigues como solistas, sob direção musical de Joana Carneiro, “reeditando um programa apresentado com grande sucesso em outubro, em Almada”.

Em 28 de janeiro, Susana Gaspar e Nuno Vieira de Almeida apresentam um recital de canto e piano, “a partir da obra de Fernando Lopes-Graça, em particular do universo poético português do compositor”.

No dia seguinte, dia 29, o TNSC acolhe um concerto sinfónico, com obras de Joly Braga Santos, Luís Freitas Branco e Arnold Schönberg, dirigido por Pedro Neves.

Ainda em janeiro, no dia 10, o TNSC “desloca-se” ao Centro Cultural de Belém, também em Lisboa, para apresentar Il Natale Augusto, de António Leal Moreira, pelo Coro do TNSC e pela Orquestra Sinfónica Portuguesa com um elenco de solistas portugueses. A peça a ser apresentada no CCB, com direção musical de João Paulo Santos, foi “encomendada por ocasião do nascimento da princesa Maria Teresa, em 1793, que trouxe a Portugal Luísa Todi para o papel principal”.

Já em fevereiro, no dia 4, os Solistas de Lisboa (Helena Lima, Pedro Meireles, António Figueiredo, Samuel Barseguian, Cândida Oliveira e Joana David) apresentam um programa com obras de Beethoven, Brahms e Prokofiev.

Para dia 15 está programado o concerto para famílias “Entrudo o vento levou”, a partir de As canções do senhor Blue, de Rosenthal, para piano e vozes e com criação e texto de Mário João Alves.

No dia 18 arranca o ciclo “Um Cancioneiro Português — Um caminho entre poesia e música”, que “deambulará pelos séculos XIX e XX”. “Mensalmente, dois cantores e um piano, em ambiente íntimo, darão corpo a programas ordenados segundo uma vaguíssima lógica de ideias, escolas ou personalidades poéticas”, explica o TNSC.

A programação do primeiro bimestre termina no dia 27 de fevereiro, com o pianista Artur Pizarro e a Orquestra Sinfónica Portuguesa, sob direção musical de Joana Carneiro, a interpretar uma obra do pianista e compositor Armando José Fernandes. O programa deste dia inclui, ainda, uma peça de Bartók.

Além disso, nos dias 21 de janeiro e 25 de fevereiro, o TNSC volta a acolher concertos do Festival CriaSons, “neste caso, dedicados aos compositores Carlos Azevedo / Luís Salgueiro (compositor emergente) e Tiago Derriça / João Fonseca e Costa (compositor emergente), respetivamente”.


Lusa, in Público | 4 de janeiro de 2021
Notícia no âmbito da parceria Centro Nacional de Cultura | Jornal Público

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