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Retrospetiva dedicada à obra de Carlos Conceição no Sicilia Queer 2021

O realizador Carlos Conceição marcará presença na 11ª edição do Sicilia Queer International New Visions Filmfest que decorrerá em duas fases: a primeira, de 3 a 6 de junho, com workshops, e retrospetivas, e a segunda, composta pelas sessões competitivas, de 8 a 12 de setembro.


A secção "Presença" será dedicada à obra do realizador que, nas palavras do festival, é “um dos talentos mais significativos do Novo Cinema Português. Um visionário e multifacetado artista, realizador, guionista, editor, diretor de fotografia e produtor capaz de explorar a obsessão, ironia e as profundezas do desejo (entre história e invenção), ao investigar diferentes géneros e linguagens, os seus filmes têm sido apresentados em Cannes, Berlim, Locarno, e outros festivais internacionais de cinema independente".

Esta secção será uma retrospetiva completa dos seus filmes: "Carne" (2010), "O Inferno" (2011), "Versailles" (2013), "Boa Noite Cinderela" (2014), "Acorda, Leviatã" (2015),  "Coelho Mau" (2017), “Serpentário” (2019) e o mais recente "Um Fio de Baba Escarlate" (2020).

Criado em 2010, o Sicilia Queer Fest foi um dos primeiros festivais internacionais de cinema LGBT e surgiu da necessidade de representar pensamentos e culturas não padronizadas da sociedade em movimento.

Recorde-se que com a sua primeira longa-metragem "Serpentário”, Carlos Conceição foi galardoado na nona edição do Sicilia Queer Filmfest.

Biografia
Carlos Conceição, natural de Angola, é Licenciado em cinema pela ESTC de Lisboa, e em Literatura Inglesa do Romantismo. A sua primeira curta-metragem, “Carne” (2010), foi premiada com o prémio Novo Talento no Indie Lisboa em 2010, enquanto “Versailles” (2013) competiu no prestigiado Festival de Locarno. Ambos os filmes “Boa Noite Cinderela” (2014) e “Coelho Mau” (2017) estrearam em competição no Festival de Cannes com óptimas reacções de público e crítica. "Coelho Mau" veio ainda a ganhar diversos prémios internacionais e o prémio Sophia de melhor curta-metragem portuguesa. Também foi alvo de retrospectivas integrais na Cinemateca Francesa em Paris e no Festival de Cinema de Amiens, bem como no Curtas Vila do Conde. A longa metragem "Serpentário" estreou no Festival de Berlim em 2019 e granjeou prémios ao longo do ano que se seguiu, entre os quais o de melhor primeira longa no DocLisboa, o de melhor filme no Sicilia Queer, melhor filme e melhor montagem no FilmMadrid, melhor realizador em Pontevedra, bem como uma menção honrosa de Melhor Filme no Festival Nouveau Cinema em Montreal e o prémio do público em Burgas, Bulgária. O filme integrou ainda a programação das mais importantes mostras não competitivas europeias, como por exemplo a Vienalle. "Um Fio de Baba Escarlate" é o primeiro de 3 filmes de uma hora que satirizam um submundo ficcional na Lisboa de hoje.

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