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Quatro cine-concertos com Filipe Raposo no Castelo de São Jorge

Sob o lema “Sinfonias Urbanas”, o pianista e compositor Filipe Raposo junta música original a filmes de Leitão de Barros, Dziga Vertov, Lotte Reiniger e Charlie Chaplin.

Filipe Raposo e fotograma do filme Lisboa, Crónica Anedótica, de Leitão de Barros (1930)_António Marinho da Silva/DR


Até sábado, o Castelo de São Jorge, em Lisboa, será palco de quatro cine-concertos com Filipe Raposo ao piano. A par de múltiplos trabalhos, a solo ou em parcerias, Filipe tem vindo a colaborar, desde 2004, com a Cinemateca Portuguesa como pianista residente no acompanhamento de filmes mudos. Foi assim que criou partituras para filmes como Lisboa, Crónica Anedótica (1930), de Leitão de Barros, O Táxi nº 9297 (1927), de Reinaldo Ferreira (Repórter X), Frei Bonifácio (1918) e Barbanegra (1920), estes últimos de Georges Pallu, todos eles já editados em DVD pela Cinemateca.

O programa anunciado para o Castelo de São Jorge, sob o lema “Sinfonias Urbanas”, que começou na quarta-feira precisamente com Lisboa, Crónica Anedótica, de Leitão de Barros (às 20h30), seguindo-se O Homem da Câmara de Filmar (1929) de Dziga Vertov (dia 24, 21h), As Aventuras do Príncipe Achmed (1926), de Lotte Reiniger (dia 25, 21h) e, por último, Tempos Modernos (1936), de Charlie Chaplin (dia 26, 21h). A entrada para as quatro sessões é livre, sujeita à lotação do espaço, com levantamento prévio do bilhete no próprio dia de cada sessão, 15 minutos antes do início.

Nascido em Lisboa, em 1979, Filipe Raposo é pianista, compositor e orquestrador. No caso deste ciclo, apresenta “quatro partituras que fazem a ponte entre o passado e o presente”, num exercício que já o levou a criar uma partitura original para o filme Metropolis (1927), de Fritz Lang; música orquestral que compôs e interpretou, ao vivo, com a Orquestra Sinfónica Portuguesa, dirigida pelo maestro Cesário Costa, em várias sessões no Teatro São Luiz, em Lisboa, em Novembro de 2019.

Além do cinema, Filipe Raposo tem composto também para teatro e dança. Da sua discografia constam já seis títulos: First Falls (2011), A Hundred Silent Ways (2013), Inquiétude (2015), Rita Maria & Filipe Raposo Live in Oslo (2018), Øcre (2019) e The Art of Song Vol. 1: When Baroque meets Jazz, com Rita Maria (2020).


por Nuno Pacheco in Público | 23 de junho de 2021
Notícia no âmbito da parceria Centro Nacional de Cultura | Jornal Público

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