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Projeto "Inspira" promove Douro com 70 espetáculos em 16 palcos

Programação arranca em julho e prolonga-se até ao final de setembro, em 10 municípios da região.

Foto: Olímpia Mairos/RR


O projeto “Inspira” envolve 40 artistas que vão realizar 70 espetáculos em 16 palcos espalhados pelo território duriense, improvisados em aldeias, praças e miradouros, e é promovido pelos museus do Côa, do Douro e do Vinho.

“O Inspira é um projeto do Douro para quem nos visita e para quem cá vive. É um projeto de cariz português e que vem afirmar o Douro e a parceria entre três instituições que são fundamentais para o desenvolvimento da região”, afirmou o diretor do Museu do Douro, Fernando Seara.

A iniciativa é conjunta entre os museus do Douro, Côa e o município de São João da Pesqueira, através do museu do Vinho, que se estendem ao longo da Estrada Nacional 222.

A programação arranca em julho e prolonga-se até ao final de setembro, inclui 70 espetáculos e eventos em 16 locais, desde as aldeias aos centros urbanos, em praças históricas, ruas e miradouros de 10 municípios da região do Douro.

“É um projeto que pretende chegar a toda a gente, às pequenas comunidades, às grandes comunidades e a quem nos visita”, frisou o diretor da unidade museológica sediada no Peso da Régua.

O “Inspira” envolve cerca de 40 artistas de diferentes estilos musicais, desde o fado, à música tradicional portuguesa, contemporânea e erudita, ao cante alentejano e outras formas de arte como as marionetas e danças.

Entre os nomes que fazem parte da iniciativa estão também Bié (Rafael Fernandes), Emmy Curl, Ana Laíns, Ceifeiros de Cuba e The Dixie Boys.

Em sete miradouros do Douro vão ser filmados pequenos vídeos com seis músicos, que vão ser divulgados ‘online’ e unem a música à paisagem para promover o território.

Para além de São Salvador do Mundo, estão incluídos os miradouros de São Leonardo da Galafura (Régua), São Cristóvão do Douro (Sabrosa), São Gabriel (Moncorvo), São Lourenço (Vila Nova de Foz Côa), Penedo Durão (Freixo de Espada à Cinta) e o do Ujo (Alijó).

Num ano marcado pela pandemia e por uma quebra acentuada na atividade cultural, o projeto quer apoiar a produção nacional.

O projeto resulta de uma candidatura de 220 mil euros, cofinanciada pelo Norte 2020.

“É o princípio de uma estratégia de trabalho em rede entre as instituições do Douro”, salientou Fernando Seara.


por Lusa in Renascença | 28 de junho de 2021
Notícia no âmbito da parceria Centro Nacional de Cultura | Rádio Renascença

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