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Mãe Para Jantar, romance canibal de Shalom Auslander, inaugura a coleção romances de guerra e paz

Humor, escândalo e provocação: os temperos deste Mãe Para Jantar, romance do mais provocador dos escritores judeus americanos, Shalom Auslander, que nos apresenta um olhar hilariante e cínico sobre o fardo da tradição que pesa sobre as minorias étnicas que tomam a opressão como identidade, através de uma premissa tão genial quanto grotesca: e se tivesse de comer a sua mãe para receber a sua herança?


Depois de conquistar os leitores e críticos anglo-saxónicos, Mãe Para Jantar chega agora a Portugal numa edição Guerra e Paz, com tradução de Mónia Filipe, que inaugura, lado a lado com Esta Ferida Cheia de Peixes, da colombiana Lorena Salazar Masso, uma nova coleção de romances elegantes, intrigantes, extravagantes e sem fronteiras: os romances de guerra e paz.
 
Mãe Para o Jantar, de Shalom Auslander, podia muito bem ser um retrato de qualquer grupo étnico na América, com todos os cheiros, sons e paradoxos da Nova Iorque de hoje. Mas quando percebemos que os Seltzer são afinal uma família da canibal-americanos, o romance ganha contornos de uma grotesca comédia de família.
 
Antes do último suspiro, a mãe deste romance sussurra: «Come-me». Os filhos da família Seltzer sabiam dessa intenção, mas nunca se está realmente preparado para se ter, de facto, de comer. A partir desse momento, Sétimo, um dos doze irmãos Seltzer e o protagonista desta história, passa a narrar-nos o conflito que ele e os seus irmãos terão de enfrentar, entre paradoxos – um dos irmãos só come comida kosher, um outro é vegano –, tradição e culpa, para conseguirem dar conta da quantidade descomunal de carne que há para comer – e que sabe mal, porque «as mães sabem muito mal». Afinal, só assim poderão receber as suas partes da herança.
 
Mãe Para Jantar mistura tragédia, comédia e sátira de «morrer a rir», mas é, sobretudo, um olhar hiperbólico sobre o fardo da tradição que pesa sobre as minorias étnicas que tomam a opressão como identidade. O seu autor, Shalom Auslander, é um génio da literatura cómica judaica. Herdeiro de Philip Roth e Woody Allen, tem vindo a revelar-se uma voz verdadeiramente diferente – espirituosa e profana, filosófica e rítmica.
 
Auslander e este seu romance têm vindo a ser aplaudidos pelos leitores e pelos críticos anglo-saxónicos. O jornal The Times recomenda que «o provemos com gosto», o The New York Times, deixa um alerta: «Cuidado com Shalom Auslander: ele vai fazê-lo rir até lhe partir o coração». E o The Guardian justifica que «o mau gosto tem um propósito nesta ultrajante sátira... grotesca, extremamente engraçada, estranhamente tocante e profunda.»
 
Agora, a obra chega pela primeira vez a Portugal, traduzida por Mónia Filipe, numa edição Guerra e Paz Editores que inaugura, lado a lado com Esta Ferida Cheia de Peixes, da colombiana Lorena Salazar Masso, uma nova coleção de romances elegantes, intrigantes, extravagantes e sem fronteiras: os romances de guerra e paz. Este livro estará disponível, quer na rede livreira nacional quer nas plataformas de distribuição de ebooks, a partir do próximo dia 22 de março de 2022.
 
romances de guerra e paz
Mãe Para Jantar
Shalom Auslander
Ficção / Romance
216 páginas · 15x23 ·16,00 €
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