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O suicídio através do humor e ironia de Antonio Di Benedetto

Um jornalista, figura egocêntrica, melancólica e pouco apreciada pelos demais, assíduo frequentador de cinemas e de encontros de boxe, é incumbido de escrever uma série de crónicas sobre os suicídios que têm ocorrido na cidade.


Com Marcela, a fotógrafa, embrenha-se no seu trabalho de investigação, que tem tanto de policial como de ensaio antológico sobre esse ato misterioso e derradeiro, e acaba por se isolar quase masoquistamente na sua obsessão, com consequências para a sua vida familiar e amorosa: há mais de uma dezena de suicidas na família, incluindo o seu pai, que se matou aos trinta e três anos, idade que o protagonista está em vias de completar. À medida que a data fatídica se aproxima, uma questão torna-se premente: será o suicídio hereditário?

Romance que encerra a «Trilogia da Espera» — iniciada com Zama e continuada com O Silencieiro —, Os Suicidas, de Antonio Di Benedettoprolonga, com a sua arte da precisão e da ironia, esse solilóquio narrativo que se propõe representar o mundo e a impossibilidade de nele viver, e que constitui um dos apogeus da Literatura do século XX. 

«Leitor ardente de Dostoiévski, Di Benedetto sentiu-se naturalmente compelido a escrever sobre estados extremos — obsessão, delírio, agressão selvagem.» — The New Yorker

Os Suicidas, de Antonio Di Benedetto (Ed. Cavalo de Ferro | 160 pp | 14,39). Tradução do castelhano (Argentina) por Isabel Pettermann

Primeiros capítulos disponíveis para leitura em: penguinlivros.pt  

O AUTOR:
Jornalista, guionista e escritor, Antonio Di Benedetto nasce na Argentina, em 1922. Começa a publicar contos em adolescente, retirando inspiração das obras de Dostoiévski e Pirandello. Em 1956, publica Zama, livro que lhe vale rasgados elogios por parte da crítica e pares, comparando-o aos melhores trabalhos de nomes como Proust, Cortázar ou Camus. Seguir-se-ão romances como O Silencieiro (1964) e Os Suicidas (1969), que confirmam o seu lugar na Literatura do século XX. Durante o regime ditatorial do General Videla, em 1976, Di Benedetto é encarcerado e torturado, permanecendo preso durante um ano. Após a sua libertação, parte para Espanha, onde se exila, regressando à Argentina em 1984, dois anos antes da sua morte.

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