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Fundação Amélia de Mello atribui Prémios Alfredo da Silva

A Fundação Amélia de Mello (FAM), no contexto das comemorações dos 150 anos do nascimento de Alfredo da Silva, passou a lançar anualmente os PRÉMIOS de INVESTIGAÇÃO ALFREDO DA SILVA como apoio aos investigadores que desenvolvem o seu trabalho em Portugal.


Na Edição de 2022 o vencedor do Prémio “Alfredo da Silva e o Empreendedorismo” foi o Prof. Diogo Alexandrino, do CIIMAR e líder da equipa, com o projeto “XENOHYBRID – Tecnologia híbrida de tratamento de águas para a mitigação de poluição causada por contaminantes emergentes”. 

Já o Prémio “Inovação Tecnológica, Mobilidade e Indústria” foi conquistado pelo Prof. Miguel Neves (do i3S), líder da equipa, com o projeto “MSense – a miniaturized biosensor technology for personalized diagnostics and monitoring of multiple sclerosis”. 

Por sua vez, o vencedor do Prémio “Sustentabilidade dos Sistemas de Saúde” foi o Prof. João Filipe Raposo, da APDP – Associação Protetora dos Diabéticos de Portugal, líder da equipa com o projeto “Empowerment in Diabetic Foot Ulcer”. 

O evento, que contou com a presença Secretário de Estado do Ensino Superior, Pedro Nuno Teixeira, em representação da Ministra da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Elvira Fortunato, foi ainda marcado pelas intervenções de Vasco de Mello, presidente da Fundação Amélia de Mello e dos Presidentes do Júri das candidaturas de cada área, Professor Daniel Bessa, pelo BCSD Portugal, Professor João Falcão e Cunha, pela COTEC Portugal, e Professor José Fragata, pela Universidade Nova de Lisboa, parceiros convidados desta iniciativa. 

Na cerimónia, o Secretário de Estado do Ensino Superior, Pedro Nuno Teixeira, salientou a importância da figura de Alfredo da Silva, por “ter sido um empreendedor inovador que valorizava a criação de riqueza a par da coesão social. Alfredo da Silva provou que não existe criação de riqueza sem coesão social, e não existe coesão social sem criação de riqueza Alfredo da Silva”. 

Por seu lado, Vasco de Mello lembrou também o industrial desejando que “os projetos de investigação científica agora apoiados sejam fonte de inspiração para todos os que acreditam que o legado que representamos e projetamos nos motivam todos a concretizar, citando Alfredo da Silva, os objetivos de um Futuro “Mais e Melhor”. 

Recorde-se que esta iniciativa promove a investigação portuguesa, tendo por objetivo distinguir e apoiar a realização de projetos de investigação científica avançada. Os Projetos vencedores receberam o montante de 25.000 € (Vinte e cinco mil euros) cada. 

Os três concursos envolveram projetos em três domínios:

  • Alfredo da Silva e o empreendedorismo – Parceiro BCSD
  • Inovação tecnológica, mobilidade e indústria – Parceiro COTEC
  • Sustentabilidade dos sistemas de saúde – Parceiro UNL 

Os destinatários destes PRÉMIOS são investigadores, integrados ou não nas universidades e institutos politécnicos do país, que concorreram com projetos cujos temas das áreas poderiam incidir sobre o passado, sobre a história desses domínios, sobre os desafios que se colocam ao seu desenvolvimento e ainda às condições humanas e sociais em que ocorreram e devem vir a desenvolver-se.

Sobre Alfredo da Silva:
Nascido a 30 de junho de 1871, em Lisboa, Alfredo da Silva foi o maior industrial português do século XX.

Em resultado do seu espírito visionário e empreendedor, teve um papel decisivo no desenvolvimento económico de Portugal.

Com a criação do Grupo CUF, contribuiu para a modernização e crescimento das indústrias química e têxtil, para o incremento dos transportes urbanos e marítimos e da reparação naval, para o crescimento da atividade bancária e para a melhoria da prestação de serviços na área da saúde, a par de uma vasta obra social.

Antes de terminar o Curso Superior de Comércio de Lisboa, em 1892, com média de 16,1 valores (a melhor do seu curso), já tinha voz ativa em importantes empresas, primeiro na Companhia Carris de Lisboa e, mais tarde, no Banco Lusitano.

Exigente e rigoroso, soube sempre rodear-se dos melhores gestores e técnicos, tendo feito do Grupo CUF o maior e mais diversificado grupo empresarial de Portugal, integrando mais de uma centena de empresas. A partir dos lemas “Mais e Melhor” e “O que o País não tem, a CUF cria”, a sua atividade estendeu-se à construção naval, têxteis, química, metalomecânica, minas, petróleos, tabaco, banca e seguros. 

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