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Memórias da mais jovem sobrevivente de Auschwitz-Birkenau

A obra “70072: A menina que não sabia odiar”, de Lidia Maksymowicz e Paolo Rodari, traduzida para português por Ivan Figueiras, foi publicada na véspera do Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto, como realça o Papa Francisco no prefácio.

Porto Editora publica 70072: A menina que não sabia odiar, as memórias de Lidia Maksymowicz, a mais jovem sobrevivente do campo de extermínio Auschwitz-Birkenau. Obra conta com prefácio do Papa Francisco.

Lidia Maksymowicz,a criança que passou mais tempo em Auschwitz-Birkenau, encontra-se em Roma para a estreia de um documentário sobre a sua vida, produzido em 2021 pela Associazione Memoria Viva. Convidada para assistir à audiência papal em memória das vítimas do Holocausto, após cumprimentar o Papa Francisco, levanta a manga da camisa, mostrando-lhe o número de inscrição com que fora marcada: 70072. O gesto foi notícia em todo o mundo. Um ano depois, a sua biografia, inspirada no documentário e escrita em colaboração com o jornalista Paolo Rodari, com prefácios do Papa Francisco e de dois outros sobreviventes do Holocausto, chega às livrarias. 70072: A menina que não sabia odiar é essa inspiradora história.

O livro já se encontra em pré-venda e estará disponível nas livrarias a 26 de janeiro de 2023, véspera do Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto.

«Leio novos antissemitismos nos jornais. Para quem, como eu, viveu nos campos, parece impossível e, no entanto, iminente. Porque, para nós, que sobrevivemos aos campos, não são acontecimentos de há décadas, mas factos de ontem, de algumas horas atrás, são infernos que acabámos de superar. Estão aqui, ao virar da esquina, e nós ainda agora nos desviámos deles, ainda agora mudámos de rumo. Portanto, uma recaída é sempre possível.»
- Lidia Maksymowicz


SOBRE O LIVRO

70072: A menina que não sabia odiar
Lidia Maksymowicz tinha três anos quando, em dezembro de 1943, entrou com a mãe no campo de concentração de Auschwitz-Birkenau, onde foi marcada com o n.º 70072. Durante treze meses, sobreviveu àquele inferno como uma das pequenas cobaias de Josef Mengele, conhecido como «o Anjo da Morte». Em janeiro de 1945, após a libertação, sai de Auschwitz na companhia de uma mulher polaca, que decidiu adotar um dos «órfãos» deixados num local repleto de cadáveres. É na casa desta mulher que Lidia vive e cresce. No entanto, a pequena sobrevivente não esquece o seu nome nem a mãe biológica: não deixa de acreditar que a mãe está viva, nem de a procurar. E, de forma quase miraculosa, as duas irão reencontrar-se, dezassete anos depois. Do campo de concentração, Lidia recorda-se do silêncio necessário para sobreviver, sem poder sequer permitir-se uma emoção. Hoje, volvidos quase oitenta anos da sua prisão, dedica-se a preservar a memória do Holocausto, testemunhando «o que foi o Mal e que o Bem pode sempre prevalecer». 

Título: 70072: A menina que não sabia odiar
Autores: : Lidia Maksymowicz e Paolo Rodari
Tradução: Ivan Figueiras
Páginas: 160
PVP: 15,50 €

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SOBRE OS AUTORES

Lidia Maksymowicz
Nascida na Bielorrússia em 1940 e hoje cidadã polaca, é sobrevivente do Holocausto. Aos três anos, foi um dos alvos das experiências genéticas do doutor Josef Mengele, no campo de concentração de Auschwitz-Birkenau.

Paolo Rodari
Nascido em Milão em 1973, é especialista em assuntos relativos ao Vaticano do jornal la Repubblica e coautor de vários livros de temática religiosa. 

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