"É de Cultura como instrumento para a felicidade, como arma para o civismo, como via para o entendimento dos povos que vos quero falar"

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Da misteriosa força que nos agarra ao mundo

Órbitas assinala a estreia de Paulo Tavares na coleção Poesia Inédita da Assírio & Alvim.

Da natureza transitória das coisas, ensinou-nos Lucrécio a crer que a nossa alma se dispersaria junto com o corpo e toda a poeira cósmica do universo. Mas existem centros gravitacionais que elipticamente nos seguram aqui e agora. É dessa misteriosa força que nos fala Órbitas, de Paulo Tavares. Poesia nómada que descreve o mundo em clarões, momentos estelares entretecidos na música. A obra é composta por duas partes dialogantes: «Presente, Idade Futura» e «Pilar do Mundo». 

O livro já se encontra em pré-venda

Os dias continuam amenos e explosivos,
sem peito feito, talvez
um pouco mais frios os contactos imediatos,

abundante a evanescência fabulosa
e, ao mínimo toque, impenetráveis as oclusões,

os espaços gregários são garantidos por atacado,
enquanto os traficantes de almas
abrem porões, caixas-de-ar,
preparam oracularmente a sua incisão,

os cânticos de perpétuos salvamentos
confundem-se em peditórios,

como um longo braço caído
em águas turvas:

e ainda te pedirão contas pelo naufrágio.  

SOBRE O LIVRO
Título: Órbitas
Autor: Paulo Tavares
N.º de Páginas: 88
PVP: 14,40€
Coleção: Poesia Inédita

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SOBRE O AUTOR

Paulo Tavares
Nasceu em 1977. Foi professor de Português e Inglês. É tradutor na área da ficção (Daniel Defoe, Jonathan Swift, A. S. Byatt, Ray Bradbury, Viet Thanh Nguyen) e tem traduzido também obras de economia, política, história, neurociência, cultura e antropologia (Joseph Stiglitz, Jeremy Rifkin, Barry Strauss, Anne Applebaum, Miguel Nicolelis, Frank Dikötter, David Graeber, David Wengrow, Louis Menand). Cofundou a Artefacto, da qual é editor, e o Reverso – Encontro de autores, artistas e editores independentes. Foi diretor artístico e presidente da Sociedade de Instrução Guilherme Cossoul. Encenou as peças de teatro Uma Rua em St. Louis e Desmaterialização. Antes de Órbitas, publicou quatro livros de poesia: Pêndulo, Minimal Existencial, Linhas de Hartmann e Capitais. 
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