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Miguel Domingues e Tomaz Hipólito vencem Prémio de Arte Edifício dos Leões 2023

Miguel Domingues e Tomaz Hipólito são os grandes vencedores, em ex aequo, do Prémio de Arte Edifício dos Leões 2023, que este ano teve como tema “Paisagem e Sustentabilidade”, tendo-se destacado, respetivamente, com as obras “Level I & II” e “Natureza Sintética”.

“Level I & II” de Miguel Domingues “Natureza Sintética” de Tomaz Hipólito
Luísa Salvador é a segunda classificada com o “Lago”, enquanto o terceiro lugar é atribuído a Pedro Zhang, com “Chrysanthemum Branco”.

Esta é a segunda edição do Prémio de Arte Edifício dos Leões, que tem como finalidade promover e apoiar a produção e a inovação artística em Portugal, contribuindo para o desenvolvimento criativo da sociedade.

O Júri do Prémio apurou os 4 vencedores, baseando-se nos critérios de originalidade e inovação, qualidade técnica da obra, qualidade criativa, ligação à realidade e atualidade nacional/internacional. 

Para além do prémio monetário no valor de 5.000 euros (3.000€ para os 1ºs classificados e 1.000€ para o 2º e 3º classificados), os projetos vencedores estarão patentes no Edifício dos Leões, integrando a exposição “Natureza Viva, Paisagem e Sustentabilidade”. A mostra vai estar patente ao público de 7 de junho a 31 de janeiro de 2024, no Edifício dos Leões, sede da Fundação Santander Portugal, na Rua do Ouro, 88, em Lisboa. Pode ser visitada de terça a domingo, entre as 15h e as 18h.

Saiba mais sobre os vencedores do Prémio de Arte Edifício dos Leões 2023:

Miguel Domingues, Level I & II
Level I & II correspondem a um mesmo processo e a um mesmo "desenho" inicial: no chão, a superfície (de papel transparente) é dobrada, dividida em dois, ganha dois lados. Numa, a frente é coberta de pigmento – através de um compressor de ar – e o verso traçado com um leve cruzamento a grafite. Noutra, passa-se o inverso. Esta simples inversão, embora se trate de um mesmo e único "desenho" comum às duas superfícies, vai determinar a diferença visual entre elas no momento do desdobramento e da fixação na parede. O limite da área coberta com pigmento – definido pelas dobras horizontais - é alinhado na parede, tal uma linha de horizonte, à altura do olhar: as superfícies prolongam-se assim no espaço, entendem-se no chão e ficam suspensas no teto. Nesta situação de exposição vertical, as partículas de pigmento cedem à gravidade após algum tempo, migrando para outras zonas da superfície.
Esta temporalidade, a linha de horizonte e a forma de desdobramento destas superfícies evocam a experiência da paisagem: o espaço vivo e aberto que se desdobra em face do olhar e que se prolonga para além dos limites deste. 

Tomaz Hipólito, Natureza Sintética // Synthetic Nature
O trabalho do artista aborda as questões do espaço, a sua ocupação e transformação. Um gesto de mapeamento para criar um novo território, um novo intervalo, colocado entre a subjetividade e experiência daí decorrente. A sua arte é expressa em múltiplas formas – fotografia, vídeo, performance, pintura e desenho – utilizadas para revelar o conceito de cada obra. Todo o processo se torna parte do trabalho.

Luísa Salvador, Lago
Lago é uma obra criada no âmbito de uma exposição individual homónima que esteve patente na Appleton Box em novembro de 2020. Surgiu como resposta a um luto sobre um território na região centro do país, que ardeu na sua totalidade num incêndio em 2017. Era um lugar de criação de memórias de família, dos primeiros encontros com a sazonalidade, um território formativo e emotivo que desapareceu.
Esta instalação é constituída por 397 folhas de papel modeladas e pintadas de modo a mimetizar as folhas das árvores que arderam nesse local afetivo. O desaparecimento desses elementos territoriais — essencialmente pinheiros-bravos centenários, várias árvores de fruto (laranjeira, limoeiro, nespereira, pessegueiros), tílias e também os eucaliptos das imediações — tornou premente a sua evocação para a posteridade. As folhas da obra são uma tentativa de não esquecer todas essas espécies que outrora habitaram este território. Ainda que despido, o sítio continua a existir. Um luto de um lugar é uma circunstância em contínuo, que vai melhorando à medida que o cinza progride para o verde.

Pedro Zhang, Chrysanthemum Branco
Este mundo alternativo, onde habita este natural e a procura pelo que é genesíaco, presencia-se também como um reflexo da realidade, que se vai dissipando e/ou desconstruindo, apenas figurando o seu essencial. Procura-se uma representação de figuras e de elementos naturais segundo uma noção identitária mnemónica. A ideia do reflexo da imagem real para o mundo imaginário deve-se a um interesse profundo da imagética que o mito de Narciso apresenta, do reflexo, ou de uma reapresentação da imagem. Apesar de esta ser a mesma imagem, ela é estranha ao motivo inicial, tal como o reflexo de Narciso é para si outra identidade, um “outro”.
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