"É de Cultura como instrumento para a felicidade, como arma para o civismo, como via para o entendimento dos povos que vos quero falar"

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Um romance que nos mostra como a miséria e o caos se instalaram na Venezuela

Uma das provas de que um país chegou ao cúmulo da miséria e do caos é a quantidade de cães que deambulam, famintos, pelas suas cidades, abandonados pelos que partiram antes de tudo bater no fundo.

Ulises mora em Caracas no apartamento da mulher e dá aulas num workshop de cinema, mas tem cada vez menos alunos.
Paulina – que nunca quis filhos e tampouco lhe permitiu ter um cão – decidiu ir-se embora do país… e não o levar.
Mas, quando tudo começava a desmoronar-se na vida de Ulises, Nadine, uma paixão antiga, regressa à Venezuela; e, por outro lado, o sogro – o General Martín Ayala, que em tempos foi próximo de Hugo Chávez – deixa-lhe em testamento o enorme casarão da família, sabendo que só Ulises será capaz de pôr de pé nesse edifício uma fundação que acolha, trate, alimente e, se necessário, dê até sepultura a todos os cães abandonados de Caracas.
A Paulina e ao irmão gémeo, curiosamente, não deixa nada…

Entre as intrigas terríveis de Paulina e os lençóis da enigmática e volátil Nadine, Ulises será o cão vadio que recebe os restos da simpatia dos demais.
Com um refinado sentido de humor e uma mestria narrativa difícil de encontrar, Rodrigo Blanco Calderón oferece-nos um romance magistral, tragicómico e grotesco sobre cães, amor, cinema, herança e identidade – e reflete de forma bastante irreverente sobre o chavismo e as míticas figuras do Libertador Simon Bolívar e… do seu cão.

«Um livro cheio de profundidade que não conseguimos parar de ler.»
PUBLISHERS WEEKLY

«Uma fábula imprevisível que cruza a falta de esperança de um país com a necessidade universal de amor e afeto.»
KIRKUS REVIEWS

«Com este romance, o escritor venezuelano Rodrigo Blanco Calderón reafirma-se como uma das vozes mais promissoras da atual ficção ibero-americana.»
LETRALIA


Rodrigo Blanco Calderón nasceu em Caracas, na Venezuela, em 1981.
Em 2007 fez parte do grupo Bogotá/39, que incluía os melhores escritores latino-americanos com menos de 39 anos.
Em 2013 foi escritor-convidado da Universidade de Iowa no programa de ficção internacional.
Recebeu vários prémios nacionais e internacionais pelos seus livros de contos e pelas suas histórias.
Com o seu primeiro romance, La Noche, venceu o Prémio Paris Rive Gauche, o Prémio da Crítica da Venezuela e o Prémio bienal Mario Vargas Llosa.
Vive atualmente em Málaga.

Literatura Traduzida
224 páginas
18,80 Euros
ISBN: 978-972-20-8450-5
1.ª Edição: fevereiro 2025
Dom Quixote | Leya
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