"É de Cultura como instrumento para a felicidade, como arma para o civismo, como via para o entendimento dos povos que vos quero falar"

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História de quarenta servas

Livros do Brasil publica "Eu Que não Conheci os Homens", de Jacqueline Harpman. Três décadas após a edição original, Portugal tem finalmente acesso a esta inquietante história pós-apocalíptica que é uma ode à cumplicidade feminina 

De todas as quarenta mulheres, era a mais jovem, a única criança e sem nome, a que não tinha memória de outra realidade e não conhecia senão a insanidade. Era diferente: uma descendente estéril de uma raça da qual nada sabia – os objetos, o toque, o amor e a luxúria, as palavras e os números, a Natureza –, nem sequer se desaparecera ou se ainda persistia, algures. Nunca pensava no passado, vivia num presente perpétuo e mecânico, prestes a esquecer a sua pouca história. Até ao dia em que uma sirene a desperta, a ela e a todo o grupo de mulheres enclausuradas, sem que saibam como, nem porquê, nem por quem.

Eu Que não Conheci os Homens é uma narrativa distópica contada na voz de uma rapariga que se torna mulher, à descoberta de um novo mundo. Nesta obra intrigante, a belga Jacqueline Harpman acorda-nos para a importância da liberdade, claro, mas também da solidariedade feminina, da humanidade que cabe manter em cada um de nós perante circunstâncias excecionais, ainda que assustadoramente inconcebíveis.

O livro já se encontra em pré-venda e estará disponível nas livrarias a 6 de março de 2025.

SOBRE O LIVRO
Eu Que não Conheci os Homens
Quarenta mulheres estão fechadas numa cave, sob a vigilância de guardas silenciosos e inexpressivos, que apenas as alimentam. A mais nova, a narradora, não se lembra do mundo exterior e as outras pouco o mencionam, apesar de, não se recordando do momento em que foram aprisionadas, terem vestígios de memórias dos maridos, dos filhos, das suas vidas anteriores. Misteriosamente, ouve-se um dia uma sirene, os guardas fogem e a porta da cela é deixada aberta. A medo, as mulheres começam a sair e, num mundo totalmente transformado, terão de reaprender a viver. Publicado originalmente por Jacqueline Harpman em 1995 e até agora inédito em Portugal, Eu Que não Conheci os Homens é um texto inquietante sobre companheirismo, liberdade e o que faz de nós humanos. Nas palavras do jornal norte-americano The New York Times: «Um pequeno milagre.»

Ver primeiras páginas 

Título: Eu Que não Conheci os Homens
Autora: Jacqueline Harpman
Tradução: Maria de Fátima Carmo
N.º de Páginas: 208
PVP: 17,75€
Coleção: Dois Mundos 

CRÍTICAS

«Um romance que nos transporta para um território interessante do ponto de vista filosófico... este [é um] exercício de pensamento intrigante e sombrio, narrado por uma voz convincentemente alienígena – desapaixonada e descomplicada –, é estranhamente fascinante.»
The Times 

SOBRE A AUTORA

Jacqueline Harpman
Nasceu em Etterbeek, na Bélgica, em 1929. De ascendência judaica, fugiu com a família para Casablanca na sequência da invasão nazi, regressando à Europa após o fim da Segunda Guerra Mundial. Harpman estudou Literatura Francesa e iniciou depois o curso de Medicina, que interrompeu quando contraiu tuberculose. Começou a escrever em 1954 e publicou o seu primeiro livro, L’Amour et l’acacia, em 1958. Em 1980 formou-se como psicanalista e em 1995 lançou o seu romance mais famoso, Eu Que não Conheci os Homens. Ao longo da vida, foi autora de mais de quinze romances e foi galardoada com numerosos prémios, entre os quais o Médicis, pela obra Orlanda (1996). Faleceu a 24 de maio de 2012, em Bruxelas. 
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