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17.º Festival Ao Largo regressa em julho a Lisboa e celebra Camões

A peça “Sete Predicações d'‘Os Lusíadas’”, de Fernando Lopes-Graça, abre o 17.º Festival Ao Largo, em Lisboa, a 4 de julho, numa clara referência a Camões, pelos 500 anos do nascimento do poeta, que marcará toda a programação.

Orquestra Sinfónica Portuguesa, Coro do TNSC e maestro Antonio Pirolli © Bruno Simão

O Festival é organizado pelo Organismo de Produção Artística (OPArt) e, até 28 de julho, apresenta no largo fronteiro ao Teatro Nacional de S. Carlos, diferentes produções dos seus corpos artísticos, o Coro do Teatro Nacional S. Carlos (TNSC), a Orquestra Sinfónica Portuguesa (OSP), a Companhia Nacional de Bailado (CNB), que apresenta uma estreias, e o programa “Território”, dos Estúdios Victor Córdon, que também estreia uma coreografia.

Além da peça de Lopes-Graça, uma encomenda da antiga Secretaria de Estado da Cultura, estreada em 1980, por ocasião do 4.º centenário da morte do épico, o programa do concerto de abertura, protagonizado pelo coro masculino do TNSC, inclui a Abertura para Sopros  em Dó Maior, de Mendelssohn, e a "Missa Campal", de Bohuslav Martinu. O concerto pelo coro, sendo solistas o tenor Leonel Pinheiro e o barítono Ricardo Panela, é acompanhado por 12 instrumentistas de sopro da OSP.

Luís de Camões (1524-1580) volta a inspirar o concerto do dia seguinte, pelo coro feminino do TNSC, “Madrigais Camonianos II”.

O programa inclui as composições de Luís de Freitas Branco (1890-1955) para as Redondilhas de Camões, passadas a música entre 1943 e 1949. Do programa fazem ainda parte "Missa Breve", de Delibes, canções de Cécile Chaminade, com acompanhamento ao piano por Kodo Yamagishi, que se estreou em 2004 com o Coro do TNSC.

A CNB estreia, no dia 10, "Quatro Cantos num Soneto", com música de John Dowland, Diego Pisador e uma composição anónima de origem ibérica do século XVI, a partir d'“Os Lusíadas”, com coreografia e conceito de Fernando Duarte em cocriação com Ana Lacerda, Inês Amaral, Isabel Galriça e Paulina Santos. Esta produção da CNB, volta ao Largo nos dias 11 e 12, à semelhança de “Stravibsky Violin Concert”, de George Balanchine, com remontagem coreográfica de Maria Calegari e Bart Cook, um bailado do repertório da companhia.

Outra estreia é “12 Pombos”, uma coreografia de Nadav Zelner, no âmbito do programa “Território”, dos Estúdios Victor Cordón, nos dias 22 e 23. O programa “Território” é destinado a jovens bailarinos, entre os 14 e os 18 anos, de escolas de dança de todo o país.

Nestes mesmos dias, será apresentada "Smokey Sarah", uma coreografia de Marco Goecke, com música de Keith Jarrett e a voz de Sarah Vaughan. Esta coreografia estreou em 2014 no NDT Summer Intensive, nos Países Baixos.

No âmbito das atuações dos Estúdios Victor Córdon, também será exibido o filme “Rua Vítor Cordon”, 20 1200-494 Lisboa”, de Alexia Fernandes, vencedora do Prémio Território/Estúdios Victor Córdon, para melhor realizador português no Festival In Shadow, em Lisboa, no ano passado.

A programação do festival propõe duas óperas em versão concerto - “Thaïs”, de Jules Massenet, e “Aida”, de Verdi -, a projeção da récita de “La Bohème”, gravada pela RTP a 20 de março de 2022 no TNSC, e ainda “Grandes Coros de Ópera”, com o Coro do TNSC e a OSP.

“Os momentos mais importantes” de “Aida”, de Verdi, serão apresentados nos dias 15 e 16 de julho, sob a direção do maestro titular da OSP, Antonio Pirolli, com o Coro do TNSC, e os solistas Cristiana Oliveira, Cátia Moreso, Carlos Cardoso, Luís Cansino, Luís Rodrigues e Fabrizio Beggi.

Esta ópera foi estreada em 1869, na Ópera do Cairo, coincidindo com a inauguração do Canal do Suez.

Também os “momentos mais importantes da ópera ‘Thaïs’”, desta feita sob a direção musical do maestro Ricardo Balsadonna, sobem a cena no Largo de S. Carlos, nos dias 26 e 28 de julho, com Axelle Fanyo, Pierre-Yves Pruvot, Luís Gomes, Filipa Portela, François Lis, Carolina Figueiredo e o Coro do TNSC, acompanhados pela OSP.

Segundo o OPArt esta é “uma luxuriante obra dramática”, sobre “sonhos, pulsões, religião, moralidade”, baseada no romance homónimo de Anatole France, com libreto de Louis Gallet, e que marcará o encerramento do festival.

No dia 18, o Coro do TNSC e a OSP apresentam, sob a direção do maestro Pirolli, “Grandes Coros de Ópera” que incluem, entre outros, coros de óperas de Bellini, Verdi, Wagner, Donizetti, e também “Nascida no meio da Serra” e “Coro das Fiandeiras”, de Alfredo Keil, de “A Serrana”, “Les Voici”, de Georges Bizet, de “Carmen”, e “Danças polovtsianas”, de Alexander Borodin, de “Príncipe Igor”.

No ano passado assistiram a este festival cerca de 15.000 pessoas, segundo fonte do OPArt.

Os concertos de abertura acontecem em parceria com o Festival Estoril Lisboa, que decorre de 28 de junho a 26 de julho.


Fonte: LUSA | 25 de junho de 2025

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