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Realizadores Gus Van Sant e Julian Schnabel distinguidos no Festival de Veneza

Os realizadores de cinema Gus Van Sant e Julian Schnabel vão ser distinguidos na 82.ª edição do Festival Internacional de Cinema de Veneza, que começa a 27 de agosto, pelo "contributo singular" de cada um para a arte cinematográfica.

Gus Van Sant e Julian Schnabel vão receber, respetivamente, o prémio Campari Passion for Film, e o prémio Cartier Glory to the Filmmaker, ambos atribuídos pelo festival em parceria com os seus patrocinadores, em cerimónias marcadas para 2 e 3 de setembro durante o evento que decorre até 6 de setembro.

A cerimónia de entrega do prémio a Gus Van Sant terá lugar em 2 de setembro, às 21:30, na Sala Grande do Palácio do Cinema, antecedendo a estreia mundial de “Dead Man’s Wire”, o seu novo filme fora de competição.

Protagonizado por Bill Skarsgård, Dacre Montgomery, Colman Domingo, Cary Elwes, Myha’la e Al Pacino, a longa-metragem conta a história real de Tony Kiritsis, que sequestrou um banqueiro em 1977.

Criado em colaboração com a direção artística do festival, o Campari Passion for Film distingue artistas cuja carreira revela uma visão artística arrojada e comprometida com a inovação, indica um comunicado divulgado pela organização.

Ao saber da distinção, Gus Van Sant, 72 anos, afirmou, citado no comunicado: “Sinto-me verdadeiramente honrado por receber o prémio, é um reconhecimento que significa muito para mim. Estou grato também pelo apoio a uma das grandes instituições mundiais de celebração e exibição de cinema".

Já o diretor do Festival de Cinema de Veneza, Alberto Barbera, sublinhou a relevância do premiado: “Gus Van Sant é um cineasta único no panorama do cinema contemporâneo, que combina uma perspetiva profundamente independente com uma capacidade notável de se relacionar com o público".

A 3 de setembro, será a vez de Julian Schnabel ser homenageado, também na Sala Grande, às 21:30, com a entrega do prémio Cartier Glory to the Filmmaker, que celebra personalidades cujo percurso artístico e cinematográfico se distingue pela originalidade e pelo impacto na indústria do cinema.

O momento antecede a projeção do novo filme do realizador, “In the Hand of Dante”, também fora de competição, cujo elenco inclui Oscar Isaac, Gal Gadot, Gerard Butler, Al Pacino, John Malkovich, Martin Scorsese, Jason Momoa, Louis Cancelmi e Franco Nero, interpretando uma adaptação do romance homónimo de Nick Tosches, sobre um manuscrito perdido da “Divina Comédia” de Dante Alighieri que chega às mãos de um mafioso nova-iorquino.

Julian Schnabel, 73 anos, também conhecido pela obra na pintura, comentou a distinção, citado pelo festival: “Nunca sonhei que viria a ser cineasta, muito menos que seria distinguido com este prémio e que estaria ao lado de tantos cineastas que admiro, porque na verdade sou pintor. Mas acho que também sou cineasta".

Alberto Barbera, por seu turno, sublinhou a natureza singular do seu percurso: “Cada um dos filmes de Julian Schnabel é um mundo próprio. Nenhum é como o anterior ou o seguinte. No entanto, não é por acaso que muitos deles são retratos de artistas e representações apaixonadas do processo criativo”.

Nascido em Nova Iorque, com formação em Belas-Artes, Julian Schnabel participou por cinco vezes na Bienal de Arte de Veneza, iniciando a carreira cinematográfica em 1996 com “Basquiat”, apresentado em competição na Bienal de Cinema.

Em 2000, "Antes do Anoitecer" valeu-lhe o Grande Prémio do Júri e a Coppa Volpi para o melhor ator (Javier Bardem), e em 2007, "O Escafandro e a Borboleta" conquistou o prémio de Melhor Realizador em Cannes, além de quatro nomeações para os Óscares e dois Globos de Ouro.


Fonte: LUSA | 1 de agosto de 2025
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