"É de Cultura como instrumento para a felicidade, como arma para o civismo, como via para o entendimento dos povos que vos quero falar"

Publicações

"Filhos de uma ensombrada estirpe"

Assírio & Alvim publica primeira edição completa da poesia de Georg Trakl em Portugal. 

Mais de trinta anos depois da publicação de Outono Transfigurado (1992), a antologia que deu a conhecer melhor o autor entre nós, a Assírio & Alvim apresenta Crepúsculo de Outono, a primeira edição completa da poesia de Georg Trakl em Portugal. Seu tradutor de sempre, João Barrento diz-nos sobre estes versos: «Numa linguagem cujos ecos se cruzam constantemente no interior de si própria, [o autor] passa a vida inteira refazendo a mesma elegia, debuxando a mesma paisagem da alma, monologando a mesma balada da vida interior.»

Através de uma poesia incansável, marcada por um pessimismo de tonalidades cada vez mais sombrias, Georg Trakl construiu uma visão do mundo profundamente singular. As experiências traumáticas da Primeira Guerra Mundial, o recurso a drogas como forma de anestesiar a dor e uma mente inquieta e fascinante convergiram numa obra que se afirma como um dos exemplos mais significativos do expressionismo alemão.

Este livro já se encontra em pré-venda e chega às livrarias a 5 de fevereiro de 2026.

SOBRE O LIVRO
Crepúsculo de Outono: poesia completa 
Autor: Georg Trakl
Tradução, introdução e notas: João Barrento
N.º de Páginas: 424
PVP: 21,00 €
Coleção: documenta poetica

Ver primeiras páginas 

SOBRE O AUTOR

Georg Trakl
Nasceu em Salzburgo em 1887 e é unanimemente considerado um dos mais importantes poetas de língua alemã. Começou a escrever poesia aos 13 anos, em resposta, ao que parece, ao contexto familiar, com um pai ausente e a mãe dependente de drogas, com a educação, dele e da irmã, entregue a governanta francesa, que lhe abriu cedo as portas de uma tradição poética marcante. Logo após o liceu, trabalhou uns anos como farmacêutico, delineando o seu futuro, pois, em 1908, foi mesmo estudar farmácia em Viena, integrando na sua extraordinária vida cultural, onde pontuavam figuras como Ludwig Wittgenstein, que o leu e apoiou. E franqueando o acesso às drogas que, desde cedo, se tornam eixo na sua vida. A participação na Primeira Guerra Mundial, na qualidade de oficial médico, agravou o seu estado depressivo, quase sempre ligado a uma relação incestuosa com a irmã, de algum modo presente em alguns poemas. Morreu 3 de novembro de 1914, em Cracóvia, de overdose de cocaína, com apenas 27 anos.
Agenda
Ver mais eventos

Passatempos

Visitas
120,060,037