"É de Cultura como instrumento para a felicidade, como arma para o civismo, como via para o entendimento dos povos que vos quero falar"

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"Klara e o Sol"

Considerado um dos melhores livros do ano de 2021 para o Washington Post e para o The Times, a fábula do Prémio Nobel da Literatura inaugura a colecção de novas edições do autor.

Adaptação chega aos cinemas ainda em 2026 e conta com Jenna Ortega, Amy Adams e Steve Buscemi nos principais papéis.

«– Deixa-me perguntar-te outra coisa. Deixa-me perguntar-te isto. Acreditas no coração humano? Não me refiro simplesmente ao órgão, como é óbvio. Estou a falar no sentido poético. O coração humano. Achas que tal coisa existe? Algo que torna cada um de nós especial e único?»

Do local onde está exposta, Klara, uma Amiga Artificial com notável capacidade de observação, vê com atenção o comportamento dos que entram na loja para apreciar os artigos e dos que passam na rua e se detêm a olhar as montras. Acalenta a esperança de que entre um cliente que a escolha, mas, quando surge a possibilidade de as suas circunstâncias se alterarem para sempre, Klara é aconselhada a não se fiar muito nas promessas dos seres humanos.

Através do olhar terno de uma narradora inesquecível, Kazuo Ishiguro contempla em Klara e o Sol o mundo moderno em rápida mudança para compreender uma questão fundamental: o que significa amar?

«A prosa de Ishiguro é suave e tranquila. [...] O romance é uma abordagem intrigante sobre o papel que a inteligência artificial pode desempenhar nos nossos futuros... uma meditação pungente sobre o amor e a solidão.»
Maggie Sprayregen, The Associated Press

«Uma história delicada e inquietante, impregnada de tristeza e esperança.»
Ron Charles, The Washington Post

«Comovente e belo… um regresso inequivocamente brilhante, uma meditação subtil sobre o modo como a nossa espécie conseguirá conviver com tudo o que criou… [Uma] leitura arrebatadora. Poucos escritores conseguem criar estados de transitoriedade, perda e dúvida existencial como Ishiguro faz ? ele não se limita a descrever os sentimentos, toca nos sentimentos em si mesmos.»
Los Angeles Times

«É a inocência que constitui o tema principal da obra de Ishiguro, explorada em romances simultaneamente familiares e estranhos, que só gradualmente revelam o seu verdadeiro e devastador significado.»
Jon Day, Financial Times


Kazuo Ishiguro nasceu em Nagasáqui, no Japão, em 1954, e vive na Grã-Bretanha desde os cinco anos. Recebeu o Prémio Nobel da Literatura em 2017 e a sua obra está traduzida em mais de quarenta línguas. Entre as outras distinções que reconhecem o seu mérito literário contam-se o grau de Oficial da Ordem do Império Britânico e a condecoração francesa como Chevalier de L’Ordre des Arts et des Lettres. A sua obra é editada em Portugal pela Gradiva.

A Gradiva publicou os seguintes livros do autor: Os Despojos do Dia (1989, vencedor do Booker Prize; adaptado ao cinema); Os Inconsolados (1995, vencedor do Cheltenham Prize); Quando Éramos Órfãos (2000, nomeado para o Booker Prize); Nunca me Deixes (2005, nomeado para o Booker Prize, adaptado ao cinema); Nocturnos (2009, contos); O Gigante Enterrado (2015); Um Artista do Mundo Flutuante (2018), As Pálidas Colinas de Nagasáqui (2019).

A Gradiva publicou também o discurso que o autor proferiu na cerimónia de atribuição do Prémio Nobel da Literatura A Minha Noite no Século XX e Outras Pequenas Descobertas.

Foi o vencedor da edição de 2017 do Prémio Nobel da Literatura.

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