"É de Cultura como instrumento para a felicidade, como arma para o civismo, como via para o entendimento dos povos que vos quero falar"

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"Orquestra"

Depois de Simón, que a Dom Quixote publicou em 2022, Miqui Otero volta a surpreender-nos com a sua extraordinária capacidade de contar histórias.

E a história deste Orquestra é-nos contada pela música, a música que está dentro dos seus personagens e dentro de nós também.

Valdeplata amanhece a seguir ao arraial de verão. No prado, cadáveres de estorninhos, uma nota rasgada, uma bicicleta vermelha, um chupa-chupa quebrado, sangue numa sapatilha. A Orquestra tocou toda a noite, e crianças, jovens e velhos dançaram as mesmas canções guardando segredos diferentes.

Olhava-os o Conde, ancião que podia morrer a qualquer momento (e com ele um mundo antigo de magia e medo). E também Ventura, camionista que foi por fim buscar o seu vestido de lantejoulas, ou Placeres, sonhando com vingança e amores proibidos.

Dançaram e beberam… e dir-se-ia que antigos amantes, inimigos mortais e jovens perdidos se podiam entender.

A história desta noite de verão é contada pela Música, que está dentro e fora de cada um deles e de nós também. Uma música que recorda aos vivos que estão vivos e que convoca os mortos. Uma melodia que mistura tudo neste vale que amanhece com os segredos desvendados no prado, como se uma grande mão se tivesse aberto por fim.

«Perante as expectativas avassaladoras e emocionantes que gerou com o seu romance anterior, Otero constrói em Orquestra um corpus narrativo, entre o romance de aprendizagem e o conto pop, que é como um bar pintado por Edward Hopper onde bebem Kurt Vonnegut e Kingsley Amis. Na era da autoficção, o que Otero realiza parece quase ficção científica.»
Xavi Sancho, EL PAÍS

«Otero consegue o mais difícil: dissolver-se numa dezena de protagonistas magníficos que acabam por formar uma voz coletiva e comunitária surpreendente. E dá um salto quântico fenomenal. Um retrato coral e luminoso de um lugar que se torna um mundo próprio arrebatador e, no entanto, também um universo comum.
Um romance colossal.»
David Morán, ROCKDELUX

«Um escritor versátil que maneja com prazer e um certo virtuosismo registos verbais muito diferentes. Miqui Otero encarna com não pouco humor […] a representação das dores e esperanças humanas.»
Santos Sanz Villanueva, VANITY FAIR


Miqui Otero (Barcelona, 1980) é romancista, jornalista e figura-chave da cultura underground de Barcelona.
Colabora com vários meios de comunicação e leciona Literatura e Jornalismo Criativo. Entre os seus romances, destacam-se a sua estreia, Hilo musical (2010, Prémio Novo Talento FNAC), La cápsula del tiempo (2012) e Rayos (2016), considerado pelos críticos «um dos grandes romances de Barcelona», juntamente com Simón (2020) – vencedor do Prémio Ojo Crítico de Narrativa 2020 e finalista do Prémio Dulce Chacón 2021, tendo ainda aparecido em todas as listas de melhores livros do ano das principais publicações da imprensa espanhola.

Literatura Traduzida
304 páginas
19,90 Euros
ISBN: 978-972-20-8741-4
1.ª Edição: Fevereiro 2026
Dom Quixote | Leya

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