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Casa Manoel de Oliveira revela terceira exposição a partir do arquivo do cineasta

Arquivo do realizador enche terceira e última exposição, que completa a cronologia do período final da sua carreira.

© Facebook da Fundação de Serralves

A Casa Manoel de Oliveira, no Porto, inaugura dia 13 de março a última de três exposições que, desde 2023, têm revelado a “riqueza extraordinária” do arquivo deixado pelo cineasta e que tem potencial para originar um centro de investigação.

“É um ciclo de exposições que não só pretende sinalizar a existência do arquivo e a riqueza extraordinária junto da comunidade universitária portuguesa e internacional, como desencadear outras pesquisas e possibilidades de produzir conhecimento”, disse o curador António Preto, diretor da Casa Manoel de Oliveira, que está integrada na Fundação de Serralves.

A terceira e última exposição, que fica patente até 4 de outubro, debruça-se sobre a produção cinematográfica de Manoel de Oliveira desde 1990 até 2015, ano em que morreu aos 106 anos.

Esse é o período de intensa produção cinematográfica de Manoel de Oliveira – concluiu 31 filmes - e de consolidação do reconhecimento internacional, com a presença nos principais festivais de cinema.

“É um período que corresponde a um momento de maturidade e fase tardia que se prolongou, embora os filmes deste período não tenham em si mesmo uma vertente testamentária e de despedida. Há a consolidação de uma linguagem mundialmente reconhecível”, sublinhou António Preto.

Na terceira exposição serão mostrados guiões, fotografias de cenas de rodagem, cartazes, correspondência, recortes de jornais ou esquissos de cenários dos filmes feitos por Oliveira naqueles 25 anos.

Haverá ainda um ciclo de cinema, com todos os filmes de Oliveira feitos nesse período, como “A Divina Comédia” (1991), “Vale Abraão” (1993), “O Princípio da Incerteza” (2002) e “O estranho Caso de Angélica” (2010), além de outras obras portuguesas contemporâneas, de Pedro Costa, João Pedro Rodrigues, João Canijo ou Miguel Gomes.

As três exposições “A Bem da Nação (1930-1970)”, “Liberdade! (1970-1990)” e “Voltas  da Vida – Ontem como Hoje (1990-2015)” partem de um arquivo depositado pelos herdeiros de Manoel de Oliveira em Serralves, que já está todo inventariado e “em projeto de digitalização avançado”.

Com o arquivo tornado público nestas exposições, António Preto enumera as possibilidades em aberto, nomeadamente a realização de um colóquio internacional e a vontade de que possa ser criado “um projeto de investigação”.

“Ou até um centro de investigação, formalmente mais consistente e que permita potenciar sinergias do museu [de Serralves] com o contexto universitário”, disse António Preto, dando como exemplo o trabalho de pesquisa feito para as exposições com uma equipa de investigadores do CineLab — Laboratório de Cinema e Filosofia, ligado à Universidade Nova de Lisboa.

A exposição é organizada pela Fundação de Serralves — Casa do Cinema Manoel de Oliveira, com curadoria de António Preto e João Mário Grilo, e coordenação de Carla Almeida.

O trabalho de pesquisa foi desenvolvido em colaboração do CineLab – Ifilnova, Instituto de Filosofia da Universidade Nova de Lisboa e a cronologia do cinema português (1920-2015) contou com a contribuição da Cinemateca Portuguesa - Museu do Cinema.

>> Saiba mais AQUI   


Fonte: LUSA | 12 de março de 2026

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