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Há histórias que não aceitam morrer

O novo romance de Alberto S. Santos inspira-se em factos reais para contar aquilo que o tempo não consegue apagar.

As Rosas de Barbacena mergulha na história do Hospital Colónia de Barbacena, instituição onde milhares de pessoas foram internadas e silenciadas ao longo de décadas. Ambientado no Brasil, mais precisamente em Minas Gerais, o livro acompanha Teresinha Alvarenga, enviada para o Colónia após uma decisão alheia à sua vontade, num sistema que permitia afastar quem incomodava sem possibilidade de regresso. Neste espaço marcado pela violência e pelo abandono, a recusa em desistir torna-se uma forma de resistência.

Dentro do hospital, onde a sobrevivência era uma luta diária, nascem ligações improváveis que se tornam força, refúgio e esperança. É também ali que surge uma relação inesperada, capaz de atravessar os anos e devolver voz a quem foi esquecido. Fora, os roseirais cultivados pelos internos florescem como símbolo da persistência — a prova de que a vida insiste sempre em encontrar espaço, mesmo onde tudo parece perdido.

Fundado em 1903, o Colónia foi o maior hospital psiquiátrico do Brasil e é palco de um dos episódios mais sombrios da história do país, conhecido como o "Holocausto Brasileiro". Estima-se que 60 mil pessoas tenham morrido na instituição. Por isso, esta obra é uma homenagem às vítimas e lembra que, perante a injustiça, a memória pode ser um ato de justiça.

Reconhecido pela capacidade de transformar episódios históricos quase desconhecidos em narrativas poderosas, Alberto S. Santos reafirma-se neste romance ao devolver voz e dignidade aos milhares de vidas que permaneceram na sombra durante demasiado tempo. 

SOBRE O LIVRO
As rosas de Barbacena
Autor: Alberto S. Santos
N.º de Páginas: 340
PVP: 19,99€

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SOBRE O AUTOR

Alberto S. Santos é escritor, advogado e conferencista. Licenciado em Direito pela Universidade Católica Portuguesa, desenvolveu uma carreira multifacetada, conciliando a atividade jurídica, a intervenção pública e a criação literária. A sua obra encontra-se traduzida para várias línguas. Apaixonado pelos factos inesperados da História, afirmou-se no domínio da ficção histórica, criando narrativas a partir de acontecimentos reais marcantes, mas pouco conhecidos do grande público. É autor dos romances bestsellers A Escrava de Córdova (2008), A Profecia de Istambul (2010), O Segredo de Compostela (2013), Para lá de Bagdad (2016), Amantes de Buenos Aires (2019) e A Senhora das Índias (2024). É também autor da coletânea de histórias A Arte de Caçar Destinos (2017) e participou na série de contos de autores lusófonos Roça Língua (2014). Paralelamente à escrita, esteve ligado à criação e curadoria do Festival Literário Escritaria e à Rota do Românico. 
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