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Arquivo Fotográfico de Lisboa inaugura três exposições sobre imagem, memória e cidade
Três exposições de fotografia com obras de Rita Barros, Georges Dussaud e Gérard Castello-Lopes, revelando diferentes olhares sobre a cidade e a imagem, são inauguradas hoje, no Arquivo Fotográfico de Lisboa.
As exposições "Hyperosmia", de Rita Barros, "de Lisboa para ti", de Georges Dussaud, e "Fotografias 1956-2005", de Gérard Castello-Lopes, reunindo diferentes gerações de criadores, ficarão patentes até 19 de setembro, com entrada livre.
Nas imagens, as propostas atravessam a fotografia contemporânea, documental e de autor, explorando relações entre memória, perceção e território urbano.
Com curadoria de Sofia Castro, "Hyperosmia" dá título à mostra da fotógrafa portuguesa Rita Barros, que vive e trabalha em Nova Iorque, apresentando uma série inédita acompanhada por um livro de artista.
Também com curadoria de Sofia Castro, "de Lisboa para ti" reúne, pela primeira vez, 50 provas de época do fotógrafo Georges Dussaud, nascido em março de 1934, "um dos nomes mais marcantes da fotografia documental associada a Portugal", sublinha a organização.
As imagens, captadas em 1985, 1993 e 2002, pertencem ao acervo do Arquivo Fotográfico de Lisboa e resultam de percursos do autor pela cidade, registando cenas de rua, encontros e a relação dos habitantes com o espaço urbano, "revelando uma Lisboa plural e em transformação".
"A mostra constitui um contributo de Georges Dussaud para a memória visual de Lisboa e para a compreensão do quotidiano urbano ao longo de três décadas. A força do seu trabalho permanece como testemunho de um olhar singular sobre a cidade e as suas pessoas", assinala, sobre o conceituado fotógrafo francês frequentemente associado ao "humanismo fotográfico", pela capacidade de captar a essência de universos rurais, rituais e instantes quotidianos.
Outra exposição, "Fotografias 1956-2005", é dedicada ao fotógrafo Gérard Castello-Lopes Lopes (1925-2011), assinalando o centenário do seu nascimento, celebrado a 06 de agosto de 2025, e tem curadoria do filho David Castello-Lopes.
Com imagens representativas de mais de quatro décadas de produção, a exposição é acompanhada por outros documentos do autor, evocando o percurso de uma das figuras centrais da fotografia portuguesa do século XX.
Gérard Castello-Lopes, um autodidata da fotografia, viveu e trabalhou em Lisboa, Cascais, Estrasburgo e Paris, tendo passado temporariamente por Londres para estudar produção cinematográfica.
A sua ligação ao cinema e a influência de Henri Cartier-Bresson (1908–2004) - fotógrafo francês considerado o pai do fotojornalismo moderno e um dos artistas mais influentes do século XX - marcaram a sua obra de forma notória, segundo a crítica.
As três exposições, a inaugurar às 18:30 do dia 23 de abril , integram a programação do Arquivo Municipal de Lisboa dedicada à valorização do património fotográfico e à reflexão sobre a imagem como instrumento de memória e interpretação do real.
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Fonte: LUSA | 23 de abril de 2026

