"É de Cultura como instrumento para a felicidade, como arma para o civismo, como via para o entendimento dos povos que vos quero falar"

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A dor segundo Umberto Eco

Um ensaio inédito em Portugal do eminente filósofo e semiólogo sobre a relação íntima entre a cultura e o sofrimento, que é também um convite a repensar a importância da educação para a dor.

«O conhecimento, quero dizer, a cultura, eleva o limiar do sofrimento.
[...] para muitos tipos de sofrimento que não anunciam uma doença terminal, considero que deve ser encorajada uma educação cultural da dor. [...] considero-a uma das fronteiras da medicina, da psicologia e talvez da filosofia do amanhã.»

Sendo universal, a experiência da dor permanece ainda hoje pouco explorada em toda a sua complexidade. Neste breve mas profundo ensaio, publicado pela primeira vez em Portugal, Umberto Eco conduz o leitor por um itinerário fascinante – entre filosofia, poesia, arte, literatura e espiritualidade –, revelando como a dor moldou a nossa cultura e a nossa sensibilidade. Mais do que um mal a ser superado, esta é uma experiência inseparável da natureza humana, uma paixão do corpo e da alma. Ao longo dos séculos, foi vivida também como prova de superação, desafio ou até caminho de redenção.

Umberto Eco incide aqui na relação íntima e ambivalente entre dor e conhecimento, num livro que é, ao mesmo tempo, um testemunho sensível e um convite a uma reflexão mais profunda sobre o seu significado, que, bem conhecido, pode ser utilizado como forma de atenuar o sofrimento.



Umberto Eco (1932-2016) foi um eminente filósofo, medievalista e semiólogo italiano. Estreou-se na narrativa com O Nome da Rosa (Prémio Strega 1981), a que se seguiram O Pêndulo de Foucault, A IIha do Dia Antes, Baudolino, A Misteriosa Chama da Rainha Loana, O Cemitério de Praga e Número Zero. Entre as suas numerosas obras ensaísticas (académicas e outras), destacam-se: O Signo, Os Limites da Interpretação, Kant e o Ornitorrinco, A Passo de Caranguejo, Construir o Inimigo, Seis Passeios nos Bosques da Ficção, Obra Aberta, Dizer Quase a Mesma Coisa – Sobre a Tradução, Como se Faz uma Tese em Ciências Humanas, A Procura da Língua Perfeita, Diário Mínimo, Entre a Mentira e a Ironia e Confissões de um Jovem Escritor. É ainda autor dos livros ilustrados História da Beleza, História do Feio, A Vertigem das Listas, História das Terras e dos Lugares Lendários e Aos Ombros de Gigantes. Tem também publicado pela Gradiva o seu único livro infantil, Três Contos, ilustrado pelo pintor italiano Eugenio Carmi. O romance O Nome da Rosa conta ainda com uma adaptação para banda desenhada, em dois volumes, por Milo Manara.

Autor: Umberto Eco
Tradutor(es): Bárbara Villalobos
Coleção: Fora de Colecção
ISBN: 978-989-785-451-4
Data de publicação: 05/05/2026
Páginas: 64
Capa: Brochada
Editora: Gradiva

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