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FIMFA com 17 estreias nacionais e o melhor espetáculo de marionetas de Nova Iorque
De 7 a 31 de maio, o Festival Internacional de Marionetas e Formas Animadas apresenta mais de 100 representações de 23 companhias de 12 países. Em vários palcos de Lisboa, a edição deste ano termina com um piquenique e minigolfe.
A 26.ª edição do FIMFA - Festival Internacional de Marionetas e Formas Animadas decorre de 7 a 31 de maio e apresenta em Lisboa 23 companhias de 12 países. Serão mais de uma centena de representações em vários palcos da cidade, marcadas por 17 estreias nacionais.
As marionetas invadem diversos espaços de Lisboa, quer na rua, quer em palco numa edição que começa com um espetáculo que “foi nomeado pelo New York Times, como uma das melhores produções de 2025 em Nova Iorque”, diz o diretor artístico do FIMFA.
Em entrevista, Luís Vieira indica que “Dead as a Dodo” que estreia dia 7, no Teatro São Luíz, é apresentado pelos Wakka Wakks, “um coletivo de artistas americanos e noruegueses sediado em Nova Iorque e em Oslo”.
“É uma companhia que há muito tempo que gostaríamos de ter trazido ao FIMFA. Vão trazer a última criação Dead as a Dodo que é um espetáculo absolutamente extraordinário. Faz-nos lembrar um bocadinho o ‘Estranho Mundo de Jack’, de Tim Burton”, indica.
Luís Vieira acrescenta que o espetáculo, que conta com sessões para escolas e público em geral, apresenta “um conjunto de grandes marionetas num universo muito misterioso”. É “absolutamente imperdível", refere Luís Vieira.
O diretor, que com Rute Ribeiro assina a direção artística desta edição do FIMFA, diz que o festival é pensado para o público “dos 8 anos 108 anos”, ou seja, para toda a família. O “difícil é escolher”, aponta Luís Vieira.
No Teatro LU.CA há espetáculos para os mais-pequenos. Exemplo disso é “Milo, o Magnífico” da companhia norte-americana Alex and Olmsted. “Estreou em Los Angeles a semana passada e vão estar em Lisboa. O Milo apresenta truques de magia extraordinários”.
Ao longo do FIMFA todos os fins de semana contarão com “espetáculos no Luca para os mais novos”, aponta Luís Vieira. Também em cartaz está a companhia Teatro Praga que tomará o palco do Teatro Taborda com o espetáculo “Hamlet, sou eu”.
“A história de Hamlet é contada através de objetos. Os mais pequenos são convidados a ir ao palco contar, eles próprios, a sua história. Posso dizer que há um castelo gigante, insuflável, há perucas e muitos adereços a que as pessoas podem socorrer-se para interpretar várias personagens e contar a sua versão desta peça icónica e extraordinária do Shakespeare”, destaca Luís Vieira.
Ainda pelo LU.CA passa “Monstros Esperançosos” que chega do Reino Unido e que dá a conhecer um “espetáculo feito só com mãos”. Sobe ao palco de 14 a 17 de maio. "Ainda no fim de semana de 23 e 24 de maio, também para as famílias, é apresentado um espetáculo de novo circo e dança”, intitulado “Imóvel e Saltitante” da francesa Compagnie Lamento.
O FIMFA encerra em clima de festa no Museu de Lisboa - Palácio Pimenta. São dois dias em que o público é convidado a conviver, diz Luís Vieira.
“Além de poderem fazer um piquenique, também podem jogar minigolfe, mas não é um mini golfe qualquer. É um minigolfe que tem imensos mecanismos em são acionados pelas tacadas”. É o espetáculo “El Minigolf” dos espanhóis Mumusic Circus.
Nos mesmos dias 30 e 31 de maio, também no Museu de Lisboa o público poderá ver “O Orguishibai” da companhia belga Clair de Lune Théâtre, do português Paulo Ferreira.
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por Maria João Costa in Renascença | 5 de maio de 2026
Notícia no âmbito da parceira Centro Nacional de Cultura | Rádio Renascença

