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O lado ocultista de Pessoa

Fernando Cabral Martins e Richard Zenith reúnem vários textos do poeta, sobre uma das temáticas que mais o fascinaram, o ocultismo, revelando 23 inéditos. 

A coleção Pessoa Breve cresce a olhos vistos, desta feita com a publicação de Escritos Ocultistas, uma obra que ilumina o lado esotérico de Fernando Pessoa, um dos maiores autores de língua portuguesa.

São um grupo muito variado de textos — ensaios, artigos de opinião, cartas, textos de ficção —, entre eles 23 inéditos, que o poeta nunca publicou em livro e que a Assírio & Alvim, chancela do Grupo Porto Editora, reúne agora numa edição organizada por Fernando Cabral Martins e Richard Zenith. Os dois estudiosos exploram uma das dimensões mais curiosas e menos conhecidas do universo pessoano, revelando um Pessoa que via no ocultismo muito mais do que mera superstição, mas sim um caminho de autoconhecimento (e de estudo) que foi fazendo ao longo dos anos.

Como escrevem os organizadores desta compilação de textos: «De mais a mais, o poeta-pensador procurava, ao longo da vida, forjar coerências e reconciliar (sem eliminar) contradições. O ocultismo era entendido por Pessoa como um modo de conhecimento daquilo que na natureza é inacessível aos sentidos e impenetrável à razão. Assim, pôde integrá-lo na própria poética do sensacionismo, que é a filosofia essencial da heteronímia.»

Esta obra singular já está em pré-venda e chega às livrarias a 14 de maio de 2026.

SOBRE O LIVRO
Escritos Ocultistas
Autor: Fernando Pessoa
Organização: Fernando Cabral Martins e Richard Zenith
N.º de Páginas: 264
PVP: 12,20€
Coleção: Pessoa Breve

Ver primeiras páginas  

SOBRE O AUTOR

Fernando Pessoa
Um dos maiores génios poéticos de toda a nossa literatura, conhecido mundialmente. A sua poesia acabou por ser decisiva na evolução de toda a produção poética portuguesa do século xx. Se nele é ainda notória a herança simbolista, Pessoa foi mais longe, não só quanto à criação (e invenção) de novas tentativas artísticas e literárias, mas também no que respeita ao esforço de teorização e de crítica literária. É um poeta universal, na medida em que nos foi dando, mesmo com contradições, uma visão simultaneamente múltipla e unitária da vida. É precisamente nesta tentativa de olhar o mundo duma forma múltipla (com um forte substrato de filosofia racionalista e mesmo de influência oriental) que reside uma explicação plausível para ter criado os célebres heterónimos – Alberto Caeiro, Álvaro de Campos e Ricardo Reis, sem contarmos ainda com o semi-heterónimo Bernardo Soares. Fernando Pessoa nasceu em Lisboa em 1888 (onde virá a falecer) e aos 7 anos partiu para a África do Sul com a sua mãe e o padrasto, que foi cônsul em Durban. Aqui fez os estudos secundários, obtendo resultados brilhantes. Em fins de 1903 faz o exame de admissão à Universidade do Cabo. Com esta idade (15 anos) é já surpreendente a variedade das suas leituras literárias e filosóficas. Em 1905 regressa definitivamente a Portugal; no ano seguinte matricula-se, em Lisboa, no Curso Superior de Letras, mas abandona-o em 1907. Decide depois trabalhar como «correspondente estrangeiro». Em 1912 estreia-se na revista A Águia com artigos de natureza ensaística. 1914 é o ano da criação dos três conhecidos heterónimos e em 1915 lança, com Mário de Sá-Carneiro, José de Almada Negreiros e outros, a revista Orpheu, que dá origem ao Modernismo. Entre a fundação de algumas revistas, a colaboração poética noutras, a publicação de alguns opúsculos e o discreto convívio com amigos, divide-se a vida pública e literária deste poeta. Pessoa marcou profundamente o movimento modernista português, quer pela produção teórica em torno do sensacionismo, quer pelo arrojo vanguardista de algumas das suas poesias, quer ainda pela animação que imprimiu à revista Orpheu (1915). No entanto, quase toda a sua vida decorreu no anonimato. Quando morreu, em 1935, publicara apenas um livro em português, Mensagem (no qual exprime poeticamente a sua visão mítica e nacionalista de Portugal), e deixou a sua famosa arca recheada de milhares de textos inéditos.
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