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Uma reflexão sobre identidade, género e desejo
"Orlanda", de Jacqueline Harpman, é um romance provocador, que desafia convenções.
Partindo do romance Orlando, de Virginia Woolf, Jacqueline Harpman constrói uma história que cruza o psicológico com o filosófico, abordando temas como a dualidade do ser, a fluidez da identidade de género e a complexidade do desejo. O livro questiona, assim, as fronteiras humanas — entre corpo e mente, feminino e masculino, eu e outro —, mantendo sempre um tom envolvente, que combina jovialidade e irreverência.
Publicada originalmente em 1996, um ano após a edição de Eu Que não Conheci os Homens, esta obra continua a revelar-se atual, nomeadamente no que diz respeito aos debates sobre identidade e representações de género.
Orlanda, que tem a chancela da Livros do Brasil, do Grupo Porto Editora, encontra-se em pré-venda e chega às livrarias a 14 de maio de 2026.
SOBRE O LIVRO
Orlanda
Autora: Jacqueline Harpman
Tradução: Maria de Fátima Carmo
N.º de Páginas: 224
PVP: 17,75€
Coleção: Dois Mundos
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SOBRE A AUTORA

Jacqueline Harpman
Nasceu em Etterbeek, na Bélgica, em 1929. De ascendência judaica, fugiu com a família para Casablanca na sequência da invasão nazi, regressando à Europa após o fim da Segunda Guerra Mundial. Harpman estudou Literatura Francesa e iniciou depois o curso de Medicina, que interrompeu quando contraiu tuberculose. Começou a escrever em 1954 e publicou o seu primeiro livro, L’Amour et l’acacia, em 1958. Em 1980 formou-se como psicanalista e em 1995 lançou o seu romance mais famoso, Eu Que não Conheci os Homens. Ao longo da vida, foi autora de mais de quinze romances e foi galardoada com numerosos prémios, entre os quais o Médicis, pela obra Orlanda (1996). Faleceu a 24 de maio de 2012, em Bruxelas.

