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Temporada de música da Gulbenkian celebra aniversário com 120 concertos e estreias mundiais

A Temporada de Música da Gulbenkian, no 70.º aniversário da fundação, inclui quatro obras em estreia e mais de 120 concertos, desde o próximo mês de setembro e junho de 2027.

© Jorge Carmona - Gulbenkian Música

Esta é a primeira temporada organizada pelo novo diretor do Serviço de Música, o sueco Fredrik Andersson, que entrou em funções em abril do ano passado.

“O Que Fica”, de Hawar Tawfiq, “Celebration”, de Carlos Caires, e “Deste mund’outro”, de Andreia Pinto Correia, são três das obras em estreia, num conjunto de primeiras audições que também inclui “The Strangest Sea”, obra encomendada ao finlandês Sebastian Fagerlund, no âmbito do 70.º aniversário da Fundação Calouste Gulbenkian (FCG).

Além destas criações contemporâneas, a programação cruza repertório clássico e outro menos conhecido do grande público, dando destaque ao compositor português Joly Braga Santos (1924-1988), de quem serão interpretadas três obras.

Fredrik Andersson, num encontro com jornalistas, afirmou o seu interesse artístico como "eclético", tendo destacado, todavia, os compositores Ludwig van Beethoven e Johann Sebastian Bach entre os eleitos.

Sobre a temporada, o diretor do Serviço de Música disse pretendê-la “com variedade” de compositores e intérpretes, trazendo alguns em estreia ou recuperando outros que há muito não pisavam o palco da Gulbenkian.

Quanto à Orquestra Gulbenkian (OG), o responsável revelou que quer “reforçar o naipe de cordas”, com a abertura de audições num calendário ainda a anunciar.

O finlandês Hannu Lintu, atual maestro titular da OG, vai renovar contrato por mais três temporadas, devendo ficar até 2030, assim como a eslovena Martina Batic, maestrina titular do Coro Gulbenkian, adiantou Andersson.

Nesta temporada, Lintu dirigirá 20 concertos com programas que incluem a ópera-oratória “Édipo Rei”, de Stravinsky, a 4.ª Sinfonia de Tchaikovsky, a 9.ª Sinfonia de Bruckner, a Sinfonia “Dante”, de Liszt, e a 4.ª Sinfonia de Braga Santos.

Entre outros maestros a dirigir a OG, contam-se Lorenzo Viotti, anterior titular, Pawel Kapula, Luca Guglielmi e Joshua Weilerstein, Agata Zajac, Charlotte Corderoy, Corinna Niemeyer, Izabele Jankauskaite, Joana Carneiro e Tabita Berglund.

Martina Batic terá a cargo os Concertos de Natal e de Páscoa e dirigirá também o Coro em três programas que incluem obras dos compositores portugueses Andreia Pinto Correia, Eurico Carrapatoso, Fernando Lopes-Graça, Braga Santos e Luís Tinoco.

De Joly Braga Santos serão interpretadas, pelo Coro Gulbenkian, no próximo dia 26 de outubro, no grande auditório da FCG, as “Quatro Canções”, num programa que inclui, de Johann Sebastian Bach, “Jesu, meine Freude“ e “Komm, Jesu, komm!”, “Descubro a Voz”, de Luis Tinoco, e a peça de Andreia Pinto Correia, em estreia. O coro será dirigido pela maestrina Martina Batic.

A peça “Encruzilhada”, de Joly, é tocada pela OG, dirigida por Hannu Lintu, nos dias 5 e 6 de novembro, num programa que conta ainda com obras de Igor Stravinsky (“Petrouchka”, versão de 1947), e de Olli Mustonen (Concerto para violino e orquestra n.º 2, "Larin Paraske"), sendo solista a violinista norte-americana Elina Vähälä.

A Sinfonia n.º 4, em mi menor, de Braga Santos, será interpretada nos dias 4 e 5 de fevereiro, pela OG, também dirigida pelo maestro Hannu Lintu, num concerto que conta com o pianista Tony Siqi Yun, no 1.º Concerto, em ré menor, de Brahms.

O Concerto de Ano Novo, em 6, 7 e 8 de janeiro, marca a estreia do maestro Domingo Hindoyan e da soprano norte-americana Erin Morley, na Gulbenkian, num programa que inclui a abertura da ópera “As Alegres Comadres de Windsor“, de Otto Nicolai, a ária "Mein Herr Marquis“, da ópera "O Morcego“, de Strauss II, e outras peças de Donizetti, Lehár, Korngold, Suppé ou Gounod.

A programação assinala os centenários do compositor húngaro György Kurtág e da franco-norte-americana Betsy Jolas, nos primeiros concertos da temporada no Grande Auditório.

Evgeny Kissin e András Schiff, num encontro a ‘quatro mãos’, no ciclo Grandes Intérpretes, o Ensemble Sonico, no ciclo Músicas do Mundo, os cine-concertos, com a OG, os Concertos Participativos, com "El Niño" de John Adams e direção de Joana Carneiro, os Concertos de Domingo, comentados por músicos da orquestra, e os concertos do programa “Rising Stars” são outras propostas.

Óperas de Mozart, Verdi, Puccini, Puts, Wagner e Massenet, da temporada da Metropolitan Opera House, em Nova Iorque, poderão ser vistas em direto, no grande auditório.

A temporada abre no próximo 5 de setembro com o já tradicional concerto ao ar livre, no Vale do Silêncio, nos Olivais, em Lisboa. A OG será dirigida pela maestrina Alena Hron. Do programa constam Gershwin, Puccini, Florence Price, Bizet, Weber, Verdi, Dvorák, Holmès e Falla.


Fonte: LUSA | 21 de maio de 2026

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