"É de Cultura como instrumento para a felicidade, como arma para o civismo, como via para o entendimento dos povos que vos quero falar"

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"Da Minha Janela"

Depois se ter estreado com aquele que foi considerado um dos melhores romances de 2025, atualmente na 14.º edição, Luísa Sobral regressa com este novo livro, desta vez de crónicas, que mais não são do que pequenas histórias que abrem uma janela sobre o seu quotidiano – tão familiar e reconhecível quanto divertido.

Diz a autora que a crónica a conquistou antes de tudo como exercício de escrita, mas que acabou também por moldar a sua forma de olhar para as coisas e de observar o mundo; e que já não sabe se são determinados acontecimentos que a levam a fazer uma crónica, se afinal é ela própria quem provoca situações irregulares para arranjar assunto para escrever.

Neste belíssimo livro a que Luísa Sobral chamou Da Minha Janela, os leitores riem com a sua falta de jeito para armar uma tenda para os filhos brincarem, mas podem também irritar-se com um edredão que escorrega permanentemente para o chão, ficar indignados com o comportamento de um motorista de TVDE e até preocupar-se com a saúde de alguém muito próximo.

Estes textos fazem-nos pensar sobre o dia a dia de uma maneira mais profunda e mais estruturada e, de repente, é como se a janela da autora fosse, afinal, também a da nossa casa.

«Comecei a escrever crónicas sem ter sido convidada por um jornal para o fazer.
Fi-lo porque senti que a crónica é um ótimo exercício, não só de escrita, mas de observação. Escrever crónicas muda a nossa maneira de olhar o mundo, faz-nos procurar o desequilíbrio, o humor, a insatisfação, a beleza, faz-nos correr mais riscos, faz-nos ser mais ridículos, metermo-nos propositadamente em situações inusitadas, tudo em busca da crónica perfeita. Desde que me dedico a esta arte que fico feliz quando algo absurdo me acontece, vibro com cada episódio inesperado, aponto num caderno todos os momentos constrangedores e todas as minhas indignações. Chego até a perguntar-me se escrevo sobre aquilo que experiencio, ou se experiencio apenas para poder escrever. Não sei. Sei somente que escrever crónicas me dá prazer, me faz pensar sobre os assuntos de uma forma mais profunda e estruturada, me faz rir e chorar. É isso que vão encontrar neste livro: o meu humor, as minhas inseguranças, as minhas angústias, e tudo o que há em mim de mais ridículo.
Tudo visto da minha janela.»


Luísa Sobral
é uma das cantautoras mais reconhecidas no panorama musical português, tendo lançado vários álbuns em nome próprio: The Cherry on My Cake (2011), There’s a Flower in My Bedroom (2013), Lu-Pu-I-Pi-Sa-Pa (2014), Luísa (2016), Rosa (2018), Camomila (2021), DanSando (2022) e, no final de 2026, lançará Cartas de Desamor.
Em 2020 estreia o podcast «O Avesso da Canção», no qual conversa com grandes nomes da música portuguesa sobre a arte da escrita de canções.
A sua faceta de compositora vai-se destacando ao longo dos anos, chegando a compor para artistas como Ana Moura, António Zambujo, Sílvia Pérez Cruz, Sara Correia, Mayra Andrade, entre muitos outros.
Em 2017, assina «Amar Pelos Dois», que entrega ao irmão Salvador Sobral para interpretar, levando Portugal a conquistar a sua primeira vitória de sempre na Eurovisão.
Enquanto produtora, colaborou com artistas como Elisa Rodrigues, Joana Alegre, Luís Trigacheiro ou Rogério Charraz.
Luísa Sobral publicou os livros infantis Quando a Porta Fica Aberta (2022) e O Peso das Palavras (2024) e, finalmente, em 2025 lançou o seu primeiro romance, Nem Todas as Árvores Morrem de Pé

Literatura Lusófona
200 páginas
17,70 Euros
ISBN: 978-972-20-8949-4
1.ª Edição: Maio 2026
Dom Quixote | Leya

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