"É de Cultura como instrumento para a felicidade, como arma para o civismo, como via para o entendimento dos povos que vos quero falar"

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E agora, uma paráfrase luminosa de Os Lusíadas por António Carlos Cortez para os leitores de hoje (com Vasco da Gama ao leme)

Entre a prosa e estrofes em oitava rima, António Carlos Cortez reescreve o texto camoniano com erudição e ternura.

"Este livro é uma outra forma de contar a história. A tua e a nossa história. Sem nacionalismos absurdos, pois também sabemos que a conquista nem sempre se fez (ou faz) sem derramamento de sangue. [...] é também, assim espero,uma porta que se abre para que mergulhes nessa aventura espetacular de há mais de cinco séculos e penses, ou questiones, entre o espanto e um certo orgulho: «Como foi possível?»"

«Tudo agora era céu, mar, vento, algumas aves que nos cumprimentavam. Passámos pela Mauritânia, descemos Marrocos, vimos as terras do Sara, passámos por Cabo Verde e aqui descansámos no porto de Santiago. 

Depois, a caminho do sul, deixámos para trás São Tomé e vimos o reino do Congo, vimos o rio Zaire e foi com grandeza de espanto que observámos a constelação Cruzeiro do Sul, em que nunca nenhum humano tinha posto os olhos. 

[…] 

Estando Veloso um dia de vigia 
Soprando sobre nós prósperos ventos, 
Uma nuvem veio vindo que fazia 
Os céus ficarem escuros e cruentos; 
Parecia qu’era noite o próprio dia, 
Uma figura enorme, olhos sangrentos, 
Por sobre a armada pôs o corpo todo 
E era uma nuvem má de nojo e lodo!»

Uma Estória de Os Lusíadas, de António Carlos Cortez, é uma ponte que liga o mundo de 2026 ao de Quinhentos. A sociedade mudou, a língua evoluiu – mas uma e outra enraízam-se nesse passado, com a expressão do presente.

Mais do que recontar a epopeia do grande Luís Vaz de Camões com palavras que a aproximam dos jovens de hoje, simultaneamente aproximando-os do texto, este livro traduz uma preocupação com a aprendizagem, com o tornar entendível.

Tendo a chegada àquele Oriente um peso histórico inegável nos Portugueses que fomos e somos, sendo Os Lusíadas uma obra de referência primordial da nossa literatura e dos programas escolares, este livro é um contar de outra maneira, ao jeito de um híbrido: inclui estrofes em oitava rima e ritmo decassilábico, mas também
prosa.

É o próprio Vasco da Gama que fala aos leitores de hoje. E todos estão convidados para a grande viagem!  


António Carlos Cortez nasceu em 1976, em Lisboa. É poeta, professor de Literatura Portuguesa e de Português, ensaísta e crítico literário. Escreveu no Jornal de Letras (2003-2025) e foi colaborador no Diário de Notícias e do semanário Sol. É pós-graduado em Estudos Camonianos, doutorado em Ciências da Literatura pela Universidade do Minho e investigador do Centro de Estudos Humanísticos (CEHUM) na mesma instituição. Publicou desde 1999 cerca de 15 livros de poesia, quatro reuniões de ensaios sobre poesia portuguesa moderna e contemporânea e poesia brasileira, um romance, Um Dia Lusíada e um livro de contos, Cenas Portuguesas: 10 contosCondor é o seu mais recente livro de poesia. Na Guerra e Paz, publicou em 2021 o livro de crónicas Crítica Crónica: Sobre Cultura, Educação e Sociedade (e um pouco de política também) e, em 2025, O Fim da Educação: crise, crítica, ensino e utopia. Está traduzido em espanhol, francês e italiano.

Ficha Técnica:
Categoria(s): Ficção, Poesia
Nº de Páginas: 168
Ano de Edição: Junho 2026
ISBN: 978-989-576-431-0
Formato: 14x21
Capa: Brochada
Editora Guerra & Paz

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