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A sedução da ignorância no século da informação
Valter Hugo Mãe regressa ao romance com uma alegoria sobre as certezas que resistem à evidência.
No centro da história está Agilulfo, um marquês em tempo de República que ganha brilho quando sobe a montanha e perde discernimento sempre que regressa à vila. Em redor desta figura improvável gravita uma comunidade inteira, alimentando expectativas, crenças e interpretações que acabam por revelar muito mais acerca de quem as projeta do que do próprio homem. Sem recorrer ao realismo ou ao comentário imediato da atualidade, o autor desenvolve uma alegoria de grande força literária, onde o absurdo deixa de ser uma extravagância narrativa para revelar aquilo que habitualmente permanece oculto sob a aparência da normalidade.
Ao longo de três décadas de vida literária, a obra de Valter Hugo Mãe tem procurado novas formas de abordar a experiência humana, explorando territórios onde convivem fragilidade, desejo, perda e redenção. O século dos imbecis, disponível em todas as livrarias a partir do dia 11 de junho, ocupa um lugar singular nesse percurso, propondo uma reflexão particularmente incisiva sobre uma das tendências mais persistentes do nosso tempo: a resistência ao conhecimento.
SOBRE O LIVRO
O século dos imbecis
Autor: Valter Hugo Mãe
N.º de Páginas: 340
PVP: 19,99€
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SOBRE O AUTOR

Valter Hugo Mãe
É um dos mais destacados autores portugueses da atualidade. A sua obra está traduzida em variadíssimas línguas, merecendo um prestigiado acolhimento em muitos países. Autor das obras: O século dos imbecis, Educação da tristeza, Deus na escuridão, As doenças do Brasil, Contra mim (Grande Prémio de Romance e Novela - Associação Portuguesa de Escritores), Homens imprudentemente poéticos, A Desumanização, O filho de mil homens, a máquina de fazer espanhóis (Prémio Oceanos), o apocalipse dos trabalhadores, o remorso de baltazar serapião (Prémio Literário José Saramago) e o nosso reino. Escreveu alguns livros para todas as idades, entre os quais: Contos de cães e maus lobos, O paraíso são os outros, As mais belas coisas do mundo, Serei sempre o teu abrigo e A minha mãe é a minha filha. A sua poesia está reunida no volume publicação da mortalidade. Assina a crónica "Cidadania Impura", na Notícias Magazine. Com exceção da poesia, que tem chancela Assírio & Alvim, toda a sua obra está publicada pela Porto Editora.

