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Museu de Arte Nova de Aveiro nova sétima maravilha de Portugal
Vote até 11 de julho no Museu de Arte Nova de Aveiro, no Concurso Nacional Novas Sete Maravilhas de Portugal 2026, com votação pública através do n.º de telefone: 761 207 035. Um telefonema para este número é igual a um voto.
30 anos a defender a arquitetura Arte Nova portuguesa e a obra do seu maior expoente em Portugal, Francisco Augusto da Silva Rocha (1864-1957).
3 dias para consagrar o seu ex-líbris, a antiga Casa de Mário Pessoa, atual Museu de Arte Nova, no Rossio de Aveiro, como uma das Novas Sete Maravilhas de Portugal – 2026, um estatuto que há muito detém no nosso país e na Europa, onde Aveiro, já considerada por José-Augusto França a capital da Arte Nova em Portugal, é internacionalmente, e por sua causa, qualificada como uma das 10 capitais europeias da Arte Nova.
30 ANOS A DEFENDER A ARQUITETURA ARTE NOVA PORTUGUESA
3 DIAS PARA CONSAGRAR UMA OBRA PRIMA
Maria João Fernandes
30 anos a defender um património artístico português e europeu, a arquitetura Arte Nova Portuguesa e a obra do seu expoente em Portugal, Francisco Augusto da Silva Rocha (1864-1957), principal autor do centro histórico de Aveiro, cidade por sua causa qualificada por José-Augusto França “Capital da Arte Nova Portuguesa” que hoje é considerada, também por sua causa uma das 10 capitais europeias da Arte Nova.
3 dias para consagrar uma obra-prima, o ex-libris da arquitetura Arte Nova Portuguesa e um dos ex-libris da arquitetura Arte-Nova Europeia, a antiga casa de Mário Pessoa, atual Museu de Arte Nova de Aveiro, de sua autoria. Obra prima de um estilo considerado por Jean-Paul Bouillon, reconhecido historiador de arte francês, autor da obra de referência Journal de l’Art Nouveau, um dos momentos mais perfeitos da história da arte. Edifício que representa o modelo barroco da obra de Silva Rocha, vertente emblemática deste estilo (Cf. Baroque et Art Nouveau de Paolo Portughesi, Luca Quattrocchi e Folco Quillici, Éd. Seghers, Paris, 1988) que neste caso e no seu conjunto envolve igualmente uma vertente clássica, pautada pelo equilíbrio, o sentido da proporção e a harmonia, conjunção essa que identifica a visão total que se encontra apenas nas obras de génio, citando o magnífico ensaio de Gustav René Hocke: Labyrinthe de l'art fantastique : Le maniérisme dans l'art européen, Éditions Denoël / Gonthier, 1967.
Uma gramática de formas que sintetizam as grandes vertentes fundadoras da História da Arte, clássica e barroca e uma gramática de símbolos, um conhecimento alquímico e esotérico que a Arte Nova justamente valoriza, igualmente característica do estilo de Silva Rocha, unindo o humano, o cósmico e o divino, a realidade e o arquétipo, numa mesma visão de totalidade.
3 dias para consagrar e divulgar esta obra prima de 1908, património da humanidade, os seus quase 120 anos, cuja existência há 30 anos estava verdadeiramente ameaçada de ruína e que simboliza hoje para além do imortal padrão de beleza que representa, o triunfo da arte sobre o tempo, que é sempre um triunfo da vida sobre o tempo.
É o momento de consagrar justamente não apenas uma obra, mas um autor que colocou Aveiro na rota das capitais europeias da Arte Nova, a par de Bruxelas, Nancy ou Praga. E com ele a sua obra-prima que há muito detém o estatuto de maravilha de Portugal que por direito lhe pertence. Trata-se agora de a levar ao conhecimento e ao deleite de todos os verdadeiros amantes da arte e da cultura. E ao pleno reconhecimento que merece.
Maria João Fernandes, AICA, Associação Internacional de Críticos de Arte. 8 de julho de 2026.

