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Segunda temporada de "Vai-se Andando" chega após sucesso de estreia com mais de 6 milhões de visualizações
Mais do que retratar o absurdo, a série digital procura revelar o quanto ele já faz parte da normalidade portuguesa.
Nasceu há pouco mais de dois meses e já se revelou um fenómeno no digital. Chama-se “Vai-se Andando”, é uma série de sketches humorísticos e está definitivamente a conquistar o público, destacando-se como um dos projetos de humor digital que mais rapidamente tem cativado audiência em Portugal.
Criado por Rui Malvarez, guionista e realizador, “Vai-se Andando” assume-se como uma série de comédia satírica que observa, com humor ácido e absurdo, os comportamentos e contradições da sociedade portuguesa contemporânea. Através de sketches independentes, a série constrói um retrato fragmentado de um país onde pequenas situações do quotidiano revelam falhas estruturais maiores, seja na forma como comunicamos, nas instituições que habitamos ou nas relações que mantemos. “É uma série que vive de situações que toda a gente reconhece, mas raramente vê representadas”, resume Rui Malvarez. “Decidi alimentar a minha paixão pela escrita, criar uma linguagem e juntar a experiência de ter tido uma produtora audiovisual para conseguir fazer rir”, afirma.
E conseguiu! Os números falam por si: com 15 sketches lançados e pouco mais de dois meses de vida nas plataformas digitais (Instagram, TikTok, YouTube e Facebook), “Vai-se Andando” conta agora com mais de um milhão de interações e 71 mil seguidores. “Adoro situações que desafiam o status quo, que criticam o poder ou que aumentam ainda mais o que já é excessivo. Acho que esta recetividade do público está relacionada com isso, com a identificação, mas sobretudo com a subversão cómica dos sketches, que dizem, de forma leve, aquilo que as pessoas pensam sobre diversos temas”, reforça o criador da série. “Balcão Digital”, “Imigrante” ou “Finanças” são exemplos disso. Três sketches que se destacaram na primeira temporada, com 2,2 milhões, 1 milhão e 1,1 milhões de visualizações, respetivamente.
A recetividade do público já valeu a “Vai-se Andando” a primeira parceria, com a LiveModeTV Portugal, a propósito do Mundial, e várias outras propostas. Mas o que faz o criador acreditar ainda mais no projeto, é a sua comunidade de seguidores, o apoio da comunidade artística e o facto de ter os seus ídolos a seguir a página da série: “O apoio da comunidade artística é um misto de solidariedade para com o projeto, porque reconhecem o risco que corremos ao criar isto do nada e, ao mesmo tempo, de reconhecimento artístico”, afirma Rui Malvarez. “O reconhecimento e o apoio dos pares é algo que valorizo bastante, porque também eu adoro apoiar projetos que me marcam. Mas o que me deixa verdadeiramente emocionado é ver ídolos meus a seguirem a página, como é o caso do Herman José, do Fábio Porchat e do Gregório Duvivier. É uma dose extra de motivação para continuar a investir neste projeto”, acrescenta.
A combinação de formatos rápidos, inteligentes, culturalmente relevantes e altamente partilháveis, a par do talento e da versatilidade do núcleo duro de atores - Ana Cloé, Joana Castro, Carlos Malvarez e Rui Malvarez -, parece ser a base do sucesso desta série, que aproxima a linguagem digital da construção televisiva, propondo um modelo de humor contemporâneo capaz de gerar identificação imediata, sem abdicar de leitura crítica e relevante socialmente. A estética cinematográfica, ainda pouco comum no humor digital, é a cereja no topo do bolo num projeto que acredita que para marcar a diferença, é preciso fazer diferente.
A segunda temporada de “Vai-se Andando” acaba de ser lançada e Rui Malvarez avança que o tema dominante são as relações afetivas. “Quando dei por mim a ler os 14 sketches que escrevi e a definir as datas de lançamento, reparei que tudo girava à volta da relação com mães, casais, amigos e filhos; provavelmente foram guiões de catarse. Espero que ninguém se ofenda e que perceba que é comédia!”, afirma.
Os primeiros quatro sketches da nova temporada já estão disponíveis sendo que ao longo das próximas cinco semanas, serão lançados mais dez episódios, com publicações sempre à quarta-feira e ao domingo. “Vai-se Andando” pode ser visto no Youtube: @serievaiseandando; Instagram: @serievaiseandando; Facebook: @serievaiseandando e Tiktok: @serievaiseandando.
ENSEMBLE “Vai-se Andando”
RUI MALVAREZ: é criativo, storyteller, guionista e realizador, com um percurso ligado ao desenvolvimento conceptual, branded content, publicidade e entretenimento. Licenciado em Publicidade & Marketing pela Escola Superior de Comunicação Social, tem vindo a construir uma linguagem própria assente na observação contemporânea, no humor e na criação de narrativas culturalmente relevantes. Ao longo da sua carreira trabalhou em áreas de criatividade, storytelling e direção criativa para marcas, projetos culturais e conteúdos audiovisuais, colaborando com entidades como Highgate Portugal, Bankinter e Lisbon Digital School.
Entre 2016 e 2022 fundou e dirigiu a produtora audiovisual FIM – Forever In Movies, onde desenvolveu mais de 300 projetos nas áreas de branded content, campanhas digitais e televisão. Paralelamente, foi também docente convidado na Escola Superior de Comunicação Social na área de Marketing e Publicidade.
Desenvolve também projetos ligados à escrita, à criatividade e à cultura contemporânea, incluindo o podcast “Sopro” e o livro infantil Ser Diferente é Normal, atualmente em adaptação para teatro musical.
É criador, guionista, realizador e integra o núcleo recorrente de intérpretes de “Vai-se Andando”.
ANA CLOÉ: é atriz e cantora, formada pela Escola Superior de Teatro e Cinema. Desenvolve trabalho regular em teatro, televisão e cinema desde o final dos anos 90, construindo um percurso marcado pela versatilidade interpretativa e pela colaboração com diferentes linguagens e registos artísticos.
Em teatro, trabalhou com encenadores como Diogo Infante, Ricardo Neves-Neves, Rui Melo, Sara Carinhas e Michel Simeão, integrando produções em estruturas como o Teatro da Trindade, o Teatro Nacional D. Maria II e a Culturgest. Paralelamente, participou em diversas séries e novelas para RTP, SIC e TVI, incluindo projetos como Até Que a Vida Nos Separe, Quero É Viver, Para Sempre, Super Pai e Os Eleitos.
No cinema, integrou recentemente os filmes Os Portugueses, de Vicente Alves do Ó, e Tu, Clara!, de António Borges Correia. Mantém também uma atividade contínua em dobragem, locução e performance musical.
Integra o núcleo recorrente de intérpretes de “Vai-se Andando”.
CARLOS MALVAREZ:
é ator e encenador, licenciado pela Escola Superior de Teatro e Cinema.
Trabalha profissionalmente em teatro, cinema e televisão desde 2008, destacando-se por um percurso consistente entre criação contemporânea, repertório clássico e produção audiovisual.
Ao longo da sua carreira, colaborou com encenadores como Nuno Cardoso, Diogo Infante, João Lourenço, Gonçalo Amorim e Cristina Carvalhal, integrando produções em estruturas como o Teatro Nacional São João, o Teatro da Trindade e o Teatro Aberto. Em 2011, foi nomeado para o Prémio SPA de Melhor Ator de Teatro pelo espetáculo Purga.
No cinema, participou em filmes como Variações, de João Maia, Amor Impossível, de António Pedro Vasconcelos, e The Infernal Machine, de Andrew Hunt. Em televisão, integrou projetos para RTP, SIC e TVI, incluindo Os Filhos do Rock, O Bairro, A Única Mulher e Aqui Tão Longe.
Integra o núcleo recorrente de intérpretes de “Vai-se Andando”.
JOANA CASTRO:
é atriz, locutora e performer, formada pela ACT – Escola de Atores e pela Escola Profissional de Teatro de Cascais, onde recebeu o Prémio Zita Duarte para melhor aluna do curso. Desenvolve um percurso transversal entre teatro, televisão, dobragem, locução e publicidade.
Ao longo dos últimos anos, trabalhou com estruturas e criadores como o Teatro Experimental de Cascais, a Escola de Mulheres e a Commedia a la Carte Kids, conciliando interpretação teatral com trabalho regular em produções televisivas da RTP, SIC e TVI. Participou em séries e novelas como Bem-Vindos a Beirais, Erro 404, Laços de Sangue e Prisioneira.
Paralelamente, mantém uma atividade contínua na área da dobragem e locução para cinema, animação e campanhas publicitárias, colaborando regularmente em projetos de comunicação audiovisual.
Integra o núcleo recorrente de intérpretes de “Vai-se Andando”.

