"É de Cultura como instrumento para a felicidade, como arma para o civismo, como via para o entendimento dos povos que vos quero falar"

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Afinal, o que pode ser considerado arte?

Tolstói responde (num texto visionário que chega a negar a criação artística... do próprio autor).

Escrito ao longo de 15 anos, este controverso ensaio do grande romancista russo continua pertinente em discussões contemporâneas sobre arte conceptual, arte digital e inteligência artificial.

«Um livro maravilhosamente original e ao mesmo tempo perverso e até exasperante. De bom grado confesso, discordando de quase todas as suas conclusões, o quanto lhe devo
Roger Fry

Poucos escritores exerceram uma influência tão profunda sobre a literatura como Lev Tolstói. Na última fase da sua vida, o grande romancista voltou-se para questões ainda mais ambiciosas: a moral, a religião, o sentido da existência e a arte.

Escrito ao longo de quinze anos, O Que É a Arte? é um dos ensaios mais controversos e visionários de Tolstói. O autor rejeita a ideia de que a arte exista apenas para produzir beleza ou prazer. A verdadeira arte, defende, deve comunicar sentimentos capazes de unir os humanos e contribuir para o aperfeiçoamento moral da comunidade. Estas são as bases da teoria que veio a ser conhecida como «teoria da expressão», assente numa definição funcionalista da arte.

O Que É a Arte? é uma obra intelectualmente provocadora, só ao alcance de alguém com a coragem, a honestidade e o prestígio intelectual de Tolstói. O seu carácter provocador e as suas reflexões não perderam actualidade, pois o debate permanece aceso: afinal, o que pode ser considerado arte? Quem rotula uma obra como tal? Com que fundamento?

Tolstói faz estas mesmas perguntas, e responde-lhes, relativamente aos artistas seus contemporâneos. 


Lev Tolstói 
(nasceu em 1828, Iasnaia Poliana  e morreu em 1910, Astapova), autor de obras universais como Guerra e Paz (1865-69), Anna Karenina (1875-77), A Morte de Ivan Ilitch (1886) ou A Sonata de Kreutzer (1889), é por muitos considerado um dos maiores romancistas de
todos os tempos.
Nascido no seio da alta aristocracia russa, pai de treze filhos e autor mundialmente reconhecido, acabou por ser assaltado pelas dúvidas próprias dos «homens inúteis» que usufruem de todo o sucesso e riqueza no meio da miséria do povo. Isso levou-o a procurar um verdadeiro sentido para a sua vida, encontrando-o numa religiosidade despojada e interior, avessa à Igreja e seus rituais, bem como numa vida simples, entre os mais simples.
Foi durante este despojado e último período da sua vida que se dedicou ao ensaísmo filosófico, escrevendo sobre questões morais, religiosas, políticas e estéticas, de que se destacam Confissão (1882) e, precisamente, O Que É a Arte? (1898). 

Autor: Lev Tolstói
Tradutor(es): Ekaterina Kucheruk
Coleção: Filosofia Aberta
ISBN: 978-989-785-486-6
Data de publicação: 14/07/2026
Páginas: 248
Capa: Brochada
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