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Morreu o cantor Luís Represas, voz e rosto dos Trovante
Luís Represas tinha 69 anos, faria 70 em novembro, morreu vítima de doença prolongada.
Luís Represas ia festejar, em 2027, 50 anos de carreira, com dois concertos nos Coliseus de Lisboa e Porto. Teve uma carreira a solo e foi fundador e vocalista do grupo Trovante. "125 Azul", "Feiticeira", "Neve Sobre a Marginal" ou "Perdidamente" são alguns dos seus êxitos musicais mais emblemáticos.
O velório está marcado para quinta-feira, na Basílica da Estrela, em Lisboa, e o funeral realiza-se na sexta-feira, adianta a Agência Lusa, citando fonte da agência que o representa. O velório será público entre as 16h00 e as 22h30 de quinta-feira. O funeral será no dia seguinte, mas reservado à família.
Represas, em 2005, foi distinguido pelo Estado Português com a Ordem de Mérito - grau de Comendador. Represas foi também um público defensor da independência de Timor, tendo sido agraciado, em 2016, com a Medalha da Ordem, atribuída pelo governo timorense.
A par da sua carreira musical, atualmente Luís Represas apresentava o programa de televisão "Língua Mãe", na CM TV, um conteúdo dedicado à língua portuguesa e às diferentes formas de expressão artística de autores lusófonos.
Seguro perde "um amigo", Montenegro lamenta perda de uma das "maiores referências musicais"
O Presidente da República já veio lamentar a morte de Luis Represas. Numa nota publicada no site da Presidência da República, Seguro diz que perdeu "um amigo".
"Partiu o homem, Ficou a voz", acrescenta, considerando que a voz de Represas "soube transformar a nostalgia em esperança, a simplicidade em beleza e a música num lugar onde Portugal tantas vezes se reconheceu".
"Enquanto houver quem cante as suas canções, Luís Represas continuará a regressar. Não como lembrança distante, mas como presença viva, nessa forma discreta e luminosa que só a verdadeira arte conhece", escreve ainda Seguro.
Ainda no plano político, também o primeiro-ministro Luis Montenegro assinala o desaparecimento do cantor. Numa publicação na rede social X, Montenegro escreve que "Represas é uma das nossas maiores referências musicais".
"A sua partida é uma perda para o país e para a nossa cultura, mas o seu legado permanecerá tão contagiante como numa vida cheia de 'sede de infinito… e dizê-lo cantando a toda a gente'", citando o poema de Florbela Espanca imortalizado na música "Perdidamente".
No PS, o partido publica um comunicado nas redes sociais. "Portugal perde uma das suas vozes mais marcantes, um artista que soube transformar a música em memória, emoção e compromisso. O seu legado permanecerá vivo nas canções que atravessaram gerações e, de forma muito especial, em 'Timor', um hino de esperança, liberdade e solidariedade que acompanhou a luta de um povo e marcou profundamente a consciência de tantos portugueses.", lê-se na nota.
Também a ministra da Cultura, Juventude e Desporto, Margarida Balseiro Lopes, lamentou a morte do músico que considerou ser "uma das vozes mais icónicas da música portuguesa contemporânea".
"Desaparece uma das vozes mais icónicas da música portuguesa contemporânea, além de um talentoso compositor. A solo e com os Trovante, deixa uma marca inesquecível na nossa memória coletiva", escreveu a ministra na rede social X.
[em atualização]
por Raul Santos e Cristina Nascimento in Renascença | 22 de julho de 2026
Notícia no âmbito da parceira Centro Nacional de Cultura | Rádio Renascença

